Relatório destaca oportunidades e desafios no trabalho à distância

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Trabalhando a qualquer hora, em qualquer lugar foi lançado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT; documento mostra que uso de novas tecnologias de comunicação abre caminho para melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, mas diminui fronteiras entre trabalho e casa.

Jovem usa celular em Washington, nos Estados Unidos. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O relatório Trabalhando a qualquer hora, em qualquer lugar, lançado esta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, e pelo Eurofound, mostra oportunidades e desafios na expansão do trabalho à distância.

O uso de tecnologias digitais, como smartphones, tablets, laptops e computadores desktop facilitam as tarefas e estão transformando rapidamente o modelo tradicional de como as pessoas trabalham.

Tendência

O documento diz que essa tendência pode melhorar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, reduzir o tempo de deslocamento e aumentar a produtividade.

Ao mesmo tempo segundo a OIT, isso pode resultar também em mais horas de trabalho, maior intensidade e interferência no trabalho e em casa.

O novo relatório sintetiza uma pesquisa realizada pelas duas organizações em 15 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Argentina, Índia, Japão e dez Estados-membros da União Europeia: Bélgica, França, Finlândia, Alemanha, Hungria, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O estudo identifica vários tipos de funcionários que utilizam novas tecnologias para trabalhar à distância, ou seja, fora das instalações da empresa.

Equilíbrio

Um dos autores do relatório e especialista da OIT sobre condições de trabalho, Jon Messenger, disse que o documento "mostra que o uso de tecnologias modernas de comunicação facilita um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal mas, ao mesmo tempo, diminui os limites entre o trabalho e a vida pessoal, dependendo do local de trabalho e das características das diferentes ocupações".

Para o especialista da Eurofound, Oscar Vargas, "é particularmente importante abordar a questão do trabalho suplementar realizado através das tecnologias modernas de comunicação, como por exemplo o trabalho adicional feito em casa, que pode ser visto como horas extras não remuneradas".

Atualmente, apenas a União Europeia possui um acordo para regular a mudança digital relacionada ao trabalho à distância.

França e Alemanha já começaram a analisar acordos negociados dentro das empresas e a legislação, tanto existente quanto nova, como o "direito de se desconectar" na revisão mais recente do Código de Trabalho francês.

No futuro, isso pode resultar em medidas concretas para tornar a vida profissional menos difusa, como desligar servidores de computadores fora do horário de trabalho para evitar e-mails durante os períodos de descanso e feriados, o que já está acontecendo em algumas empresas.

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