Primeiro-ministro de Portugal visita tropas na República Centro-Africana

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António Costa destaca "relação histórica, cultural e de amizade" do seu país com África; chefe do governo reuniu-se com autoridades do país e responsáveis de contingentes portugueses da ONU e da União Europeia no país.

Primeiro-ministro de Portugal, António Costa. Foto: ONU//Mark Garten.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, ressaltou esta segunda-feira a "grande honra" do seu país de servir em operações de paz na visita que fez à República Centro-Africana.

Em Bangui, o chefe do governo revelou às Nações Unidas que esse papel é importante para a segurança e para o avanço em todo o planeta. Ele mencionou a relação muito próxima de Portugal com África, como a nação europeia que está "geograficamente mais perto" do continente africano.

Futuro

"Ao longo de muitos anos fomos desenvolvendo uma relação histórica, cultural e de amizade com muitos países africanos: os de língua oficial portuguesa, mas também com todos os outros. Aqui na República Centro-Africana tivemos uma comunidade muito importante, e é essencial para o futuro do nosso mundo que haja maior estabilidade e desenvolvimento em África para podermos ter uma cooperação mais estreita entre África e a Europa. É nesse compromisso que temos com as Nações Unidas e no quadro da União Europeia e é para nós uma grande honra poder servir essas duas instituições aqui na República Centro-Africana."

Portugal contribui com um contingente de 160 militares na Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, e com 11 soldados na missão da União Europeia.

A Minusca apoia os esforços de paz, estabilidade e de proteção de civis no país que se recupera do conflito civil que teve início em 2013 entre os ex-rebeldes Séléka, de maioria muçulmana, e as milícias anti-Balaka, de maioria cristã. Mais de 4,5 milhões de pessoas foram desalojadas durante os confrontos.

Missões e autoridades

Em território centro-africano, Costa esteve nos campos das forças e manteve contatos com os responsáveis das duas missões e as autoridades do país.

O primeiro-ministro português reiterou ainda a importância da presença portuguesa para o fim de vários conflitos, destacando que estes são fatores que impulsionam a chegada de refugiados à Europa e o terrorismo internacional.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE FEVEREIRO DE 2017
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