Guterres: "não há plano B para situação entre palestinos e israelenses"

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Secretário-geral da ONU fez a declaração em discurso na Universidade do Cairo; António Guterres disse que os conflitos mundiais estão cada vez mais interligados e que a "mãe" desses conflitos é a crise entre palestinos e israelenses.

António Guterres (à esq.) durante conversa com jornalistas no Egito. Foto: ONU

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o conflito entre palestinos e israelenses é a "mãe" dos conflitos mundiais. Ele deu como exemplo as crises na Síria, Nigéria, Mali, Líbia, Somália, Iêmen, Iraque e Afeganistão.

A declaração foi feita em discurso realizado esta quarta-feira, na Universidade do Cairo, no Egito, sobre o poder e o potencial dos jovens para enfrentar os desafios globais.

Dois Estados

Falando em inglês, Guterres disse que o conflito entre palestinos e israelenses já dura décadas, sem solução e num momento como esse é importante reforçar que não há plano B, somente a solução da criação de dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança.

No discurso, Guterres convidou os jovens a criar uma cultura de paz na região, tendo como base o desenvolvimento, os direitos humanos e a solidariedade para melhorar o mundo.

Mais cedo, durante conversa com jornalistas, Guterres falou também da importância dos países manterem a luta contra o terrorismo com determinação total. Mas ele explicou que "para que essa luta seja eficaz, é necessário encontrar soluções políticas para as crises no Oriente Médio".

Para Guterres, é importante também avançar com as conversações em Genebra sobre a guerra na Síria e buscar uma política de reconciliação nacional no Iraque.

O secretário-geral acredita que é importante dar uma chance à paz no curto prazo, em 2017, no Iêmen e na Líbia.

Apoio

Ele prometeu compromisso e apoio total aos países do Oriente Médio para que se unam e criem as condições necessárias para que o Iêmen e a Líbia possam superar as crises atuais.

Ao falar sobre a crise mundial de refugiados, Guterres reafirmou que os países da região que estão recebendo refugiados de várias partes não estão recebendo apoio suficiente da comunidade internacional.

Ele citou especificamente Líbano, Jordânia, Egito e Turquia. O chefe da ONU disse que a proteção dos refugiados não é responsabilidade somente dos países vizinhos, mas de toda a comunidade internacional.

Segundo Guterres, "é fundamental aumentar o número de refugiados realojados na Europa e em outras partes do mundo".

António Guterres (à esq.) e o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi. Foto: Escritório da Presidência do Egito

Antes do encontro com jornalistas, o secretário-geral se reuniu com o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi. Guterres disse que o "Egito tem um papel central e é um colaborador absolutamente essencial" para encontrar soluções para os problemas da região.

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