Escritório de Direitos Humanos da ONU faz apelo de US$ 253 milhões

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Alto comissário afirmou que o mundo entrou num período de profundas incertezas; dinheiro vai ser usado para combater violações em todas as regiões; Zeid Al Hussein cita xenofobia e discriminação racial e religiosa.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, fez um apelo de US$ 253 milhões para ajudar nos trabalhos de defesa dos direitos de todas as pessoas.

Durante evento na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, Zeid afirmou que "o mundo entrou num período de profunda incerteza". Segundo ele, em vários países, até mesmo as leis estão sendo atacadas.

Xenofobia

O representante da ONU disse que "a xenofobia e a discriminação racial ou religiosa entraram no discurso público diário e, parecem, cada vez mais generalizadas e mais enraizadas".

Para Zeid, "o fracasso coletivo em prevenir, minimizar e solucionar conflitos e guerras está fomentando a ação de grupos extremistas e criando ondas cada vez maiores de um sofrimento humano chocante, incluindo o deslocamento forçado de milhões de pessoas de suas casas".

O alto comissário deixou claro que "isso é motivo de grande alarme, mas não de abatimento". Ele disse que é um "grito não ao choro, mas à ação".

Segundo Zeid Al Hussein, isso tudo representa uma prova da necessidade de uma ampla compaixão, estabilidade e desenvolvimento inclusivo. Ele afirmou que o investimento nos direitos humanos hoje significa a prevenção amanhã, prevenção da escalada da violência e dos impactos dos conflitos.

Respeito

Zeid declarou que "o respeito aos direitos humanos gera estabilidade a todos os países e regiões levando justiça a todos".

O Escritório de Direitos Humanos da ONU tem aproximadamente 60 representações espalhadas pelo mundo e trabalhando para assegurar que os princípios de direitos humanos tenham um impacto real na vida das pessoas.

Zeid disse que "agora, mais do que nunca, a ONU precisa de parceiros fortes para enfrentar o problema". Segundo ele, o Escritório de Direitos Humanos sofre com uma falta de fundos crônica e precisa expandir a base de apoio financeiro para incluir mais Estados-membros e mais doadores privados.

O apelo agora é além do orçamento regular do órgão, que esse ano atingiu pouco mais de US$ 100 milhões.

Apoio

Zeid afirmou que "com o apoio da comunidade internacional, será possível prevenir o aumento das crises de direitos humanos". Ele citou também a promoção da defesa da democracia e do Estado de direito em todos os países.

O alto comissário da ONU explicou que "as pessoas estão, cada vez mais, descobrindo que não podem mais ser complacentes com as violações dos direitos humanos".

Zeid declarou que a "erosão dos direitos de algumas pessoas vai, mais cedo ou mais tarde, se transformar na erosão de seus próprios direitos humanos". Por isso, na sua opinião, chegou o momento de defender os direitos humanos.

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