África quer que seu potencial na cooperação para a paz seja valorizado

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Representante permanente da União Africana na ONU fala da Cimeira de líderes da região marcada para o fim de janeiro;  Téte António aborda desenvolvimento e crises na República Democrática do Congo e Sudão do Sul.

Missão da ONU na República Democrática do Congo. Foto: ONU/Sylvain Liechti

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

África quer ver reconhecidas as capacidades do continente na cooperação internacional para a paz na região.

O embaixador da União Africana junto à ONU, Téte António, fez as declarações à ONU News, em Nova Iorque, na preparação da cimeira de chefes de Estado e de governo da última semana de janeiro em Adis Abeba. A entidade regional e as Nações Unidas têm um acordo para prevenir conflitos.

Dinâmicas

"Não é só olhar para África como um continente em conflito, mas também um continente que tem um potencial para dar para o desenvolvimento. Só assim é que podemos apagar os conflitos que temos hoje. Para os que existem é preciso continuar os esforços que estão em curso. Algumas dinâmicas como no (República Democrática do) Congo e o acordo que acaba de ser assinado, é preciso ajudar na situação em que o país está desde a independência, praticamente desde os anos 60."

O diplomata elogiou o recente acordo entre o governo e a oposição congolesa para uma liderança conjunta do país na transição entre o fim do mandato do presidente Joseph Kabila e a eleição do seu sucessor até ao fim de 2017.

Téte António defende que o entendimento adotado a 31 de dezembro deve ser apoiado pelo mundo. Para ele, os países devem considerar as lições aprendidas com o envio de forças das Nações Unidas.

Experiências

"Temos a operação de manutenção de paz, uma das mais importantes do mundo, já há muito tempo. Houve certas experiências com o desdobramento da Brigada de Intervenção que deram resultados. O mais importante é que, por mais que o mundo externo possa tudo fazer, se não houver uma dinâmica externa nunca poderemos resolver o problema. "

Em relação ao conflito que já obrigou mais de 3 milhões sul-sudaneses a deixar o seu país, o embaixador disse que África busca uma resposta com uma força conjunta para o continente.

Mesmo ritmo

"Estamos a trabalhar na questão da força regional. Creio que é preciso passarmos do que aconteceu no Sudão do Sul em que a população era vítima da violência, em que mesmo com a presença da população não se conseguiu fazer nada."

Para Téte António, a força internacional para o Sudão do Sul depende da consciência de líderes sul-sudaneses de que "o país precisa de maior ajuda". O reforço da prevenção deve caminhar no mesmo ritmo que o avanço dos países.

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