Solução de dois Estados "está mais ameaçada do que nunca"

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Afirmação foi feita pelo coordenador especial da ONU para o Processo de Paz do Oriente Médio Nikolay Mladenov; Subsecretário-geral Stephen O'Brien disse que "70% dos palestinos na Faixa de Gaza precisam de ajuda".

Conselho de Segurança das Nações Unidas. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz do Oriente Médio, Nikolay Mladenov, alertou que a "solução de dois Estados independentes para israelenses e palestinos está mais ameaçada do que nunca".

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, esta quarta-feira, Mladenov afirmou que a "continuidade da situação no território palestino ocupado reduz a perspectiva para uma paz justa e sustentável entre os dois lados".

Riscos

Segundo ele, "raramente os riscos para se alcançar esta solução estiveram mais altos do que hoje".

Mladenov disse que o órgão deve superar as tentativas flagrantes de obstrução, os dados falsos e as afirmações perpétuas de que o momento não é o correto para uma ação.

O coordenador especial da ONU afirmou que "a falta de ação tem um custo e esse custo é medido em sofrimento e vidas humanas".

Ele declarou que as tensões continuam entre israelenses e palestinos com o surgimento de confrontos entre os dois lados.

Os colonos israelenses estão construindo assentamentos em territórios ocupados, o que, segundo Mladenov representa uma contravenção da lei internacional.

Ajuda Humanitária

Ainda no Conselho de Segurança, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, falou sobre os desafios das organizações humanitárias para entregar ajuda aos palestinos.

O'Brien afirmou que na Faixa de Gaza, 70% da população atualmente recebe alguma forma de assistência internacional, na sua maior parte alimento.

Apesar disso, o subsecretário-geral disse que a "capacidade da organização de entregar a comida está cada vez mais restrita".

Israel proíbe ou restringe a importação de certos produtos por Gaza sob a alegação de que eles têm "uso duplo", servem tanto para fins militares como civis.

Autorização Especial

Entre esses produtos estão, equipamentos de comunicação, cimento, madeira, bombas de água, caminhões do Corpo de Bombeiros e máquinas de raio-X.

O'Brien disse ainda que as restrições atingem até mesmo os funcionários da ONU. Eles precisam de uma autorização especial para deixar Gaza quando precisam participar de reuniões em Jerusalém ou Ramallah.

O representante da ONU explicou que mais da metade dos pedidos desses passes especiais foram rejeitados pelo governo israelense no mês passado. Ele informou que alguns dos funcionários foram informados a não fazer novo pedido num prazo de um ano.

O'Brien afirmou que até mesmo palestinos que sofrem de algum tipo de doença, geralmente câncer, e fazem tratamento urgente em Israel tiveram seus pedidos negados.

Ele reiterou o pedido do secretário-geral, Ban Ki-moon, para que Israel ponha um fim às políticas e práticas que colocam os palestinos em uma situação de risco.

Ao mesmo tempo, pediu às autoridades palestinas que respeitem os princípios de independência, imparcialidade e neutralidade que são o alicerce imperativo humanitário.

 

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JORNAL DA ONU - 6 MIN, 23 DE JUNHO DE 2017
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