ONU elogia assinatura de novo acordo de paz na Colômbia

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Secretário-geral Ban Ki-moon acredita que agora “é essencial avançar com a implementação; documento segue para aprovação ou veto do Congresso na semana que vem.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou esta quinta-feira a assinatura do novo acordo de paz entre o governo da Colômbia e o grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, Farc-EP.

O consenso foi alcançado depois de amplas consultas entre os setores políticos e sociais do país.

Essencial

Ban elogiou as partes envolvidas no processo pela determinação em acabar com o conflito que durou cinco décadas.

O chefe da ONU acredita que o essencial nesse momento é avançar com a implementação do documento.

Segundo ele, os incidentes violentos que aconteceram recentemente nas áreas de conflito reforçam a relevância de muitos dos compromissos contidos no acordo e a urgência de colocá-los em prática.

Ban espera que os colombianos se unam nesse momento para avançar com o processo de paz.

O secretário-geral reiterou o apoio da ONU ao país em tudo o que for necessário através da Missão das Nações Unidas na Colômbia ou das agências, fundos e programas da organização.

Esperança

O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, disse que o novo acordo firmado entre o governo colombiano e as Farc, “é um novo capítulo para a Colômbia”.

Segundo ele, “mais de 7 milhões de pessoas ficaram deslocadas internamente por causa da violência”. Esse é o maior número já registrado no mundo.

O chefe da agência de refugiados da ONU disse que o acordo representa esperança para um grande número de pessoas deslocadas que poderão finalmente voltar para casa”.

Grandi saudou o compromisso de ambos os lados para pôr um fim ao mais longo conflito armado na América Latina.

Ele citou a importância da inclusão no novo acordo de provisões que têm como objetivo garantir a segurança dos líderes de organizações sociais e de defensores dos direitos humanos.

Grandi reiterou o compromisso do Acnur em ajudar a assegurar os direitos das vítimas e também para encontrar uma solução duradoura para as pessoas deslocadas pelo conflito.

Plebiscito x Congresso

O novo documento incorpora várias das propostas feitas pelos grupos representando eleitores colombianos que votaram "não" no plebiscito realizado em dois de outubro e foram contra o acordo de paz inicial.

Calcula-se que mais de 260 mil pessoas tenham morrido durante os 50 anos de conflito.

Ao contrário do que aconteceu com o primeiro acordo de paz, desta vez não será realizado um plebiscito popular, o documento segue para a aprovação ou veto do Congresso, que deve realizar uma sessão especial na semana que vem.

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