ONU afirma que "amamentação é questão de direitos humanos"

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Relatores especiais disseram que bebês e mães devem ser protegidos e prática deve ser promovida para benefício de ambos; eles querem combater marketing enganoso sobre substitutos do leite materno.

Segundo a OMS, as vidas de 820 mil bebês poderiam ser salvas todos os anos se todas as mães seguissem a recomendação da organização de iniciar a amamentação horas depois do parto e seguindo com a prática pelos próximos seis meses. Foto: Paho/OMS/S. Mey-Schmidt, La Ceiba, Honduras (arquivo)

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Vários relatores especiais de Direitos Humanos da ONU afirmaram que "a amamentação é uma questão de direitos humanos para bebês e mães que deve ser protegida e promovida para benefício de ambos".

Eles disseram que os países devem adotar ações urgentes para pôr um fim ao marketing "enganoso, agressivo e inapropriado" sobre os produtos substitutos do leite materno.

Efeito Negativo

Segundo os especialistas, essa é uma indústria global que movimenta bilhões de dólares por ano.

O comunicado foi feito pelos relatores especiais sobre o Direito à Saúde, Dainius Pûras, e sobre o Direito à Comida, Hilal Elver, junto com o Grupo de Trabalho sobre Discriminação Contra as Mulheres e a Comissão sobre os Direitos da Criança.

Os relatores afirmaram que "as práticas de comerciais geralmente têm um efeito negativo sobre as escolhas que as mulheres fazem para alimentar seus bebês da melhor forma possível".

Eles afirmaram que essas práticas podem impedir bebês e mães de receberem vários dos benefícios do aleitamento materno.

Perigoso

Para os especialistas, "isso é particularmente perigoso quando as companhias têm como alvo mercados nos países em desenvolvimento".

Eles disseram que "muito poucos países adotaram medidas legislativas rigorosas e abrangentes" para combater o problema.

Segundo eles, essas medidas devem ser implementadas para proteger mães e bebês de propagandas enganosas de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre a questão.

Os especialistas declararam que há uma falta de prestação de contas das empresas, numa indústria que movimenta US$ 44,8 bilhões por ano e deve chegar a US$ 70 bilhões até 2019.

Segundo a OMS, as vidas de 820 mil bebês poderiam ser salvas todos os anos se todas as mães seguissem a recomendação da organização de iniciar a amamentação horas depois do parto e seguindo com a prática pelos próximos seis meses.

Para a agência da ONU, as mães deveriam continuar amamentando seus filhos até eles atingirem os dois anos de idade, complementando a dieta com outros alimentos.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 13 DE JANEIRO DE 2017
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