Milhares de casas são construídas após tufão na Coreia do Norte

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Quase 12 mil famílias que tiveram suas habitações destruídas pelas fortes chuvas acabam de se mudar para as novas moradias; coordenador residente da ONU visita local e fala sobre trabalho de reconstrução "inspirador".

Cheias na Coreia do Norte após a passagem do tufão Lionrock. Foto: ONU/Marina Throne-Holst

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Três meses depois do tufão Lionrock passar pela Coreia do Norte e atingir a província de Hamgyong Norte com fortes chuvas e alagamentos, quase 12 mil famílias que tiveram suas casas destruídas têm a chance de ter um novo lar.

Segundo autoridades locais, acabam de ser construídas 11.928 casas na região e recuperadas mais de 17,6 mil residências.

Itens de Ajuda

Nesta segunda-feira, o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, destacou que as agências internacionais têm distribuído comida, abrigo, medicamentos, água e roupas de frio para os norte-coreanos afetados.

Atendendo a um pedido do governo, algumas agências também contribuíram com telhado para as novas casas e para escolas, hospitais e postos de saúde. O coordenador residente da ONU na Coreia do Norte, Tapan Mishra, visitou a região afetada pelas enchentes.

Segundo ele, "foi inspirador ver em primeira-mão" o trabalho de reconstrução das casas e reparos aos danos causados a hospitais e centros de ensino. Mas o representante da ONU explica ser necessário apoio adicional.

Evitar doenças

Mais de 27 mil hectares de terras agrícolas ficaram alagados. Hortas foram destruídas e muito gado morreu. Mishra destaca que vai levar tempo para a recuperação total dessas áreas.

Prevenir a desnutrição e surtos de doenças é prioridade na Coreia do Norte, por isso medicamentos e alimentos nutritivos são necessários. O coordenador da ONU visitou as cidades de Yonsa, Musan e Hoeryong, ao lado de representantes do governo.

Para Mishra, "a missão forneceu uma boa oportunidade para se rever a situação nas áreas afetadas pelas enchentes e discutir com as autoridades nacionais a continuação do trabalho das organizações humanitárias, especialmente com a chegada do inverno.

O tufão Lionrock atingiu o norte do país no final de agosto. Em 19 de setembro, foi montado um plano de resposta, no valor de US$ 29 milhões, mas até agora, as agências humanitárias conseguiram quase US$ 12 milhões.

*Apresentação: Monica Grayley.

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