ONU declara que surto de ebola não é mais emergência de saúde pública

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Agência, no entanto, faz apelo por "alta vigilância"; desde o início do surto na África Ocidental, em dezembro de 2013, a doença matou mais de 11 mil pessoas.

Menino na Guiné que perdeu familiares para o ebola. Foto: ONU/Martine Perret

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou que o surto de ebola na África Ocidental não constitui mais uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, declarando o fim da resposta global de emergência que durou 20 meses.

A agência, no entanto, ressaltou que um "alto nível de vigilância" deve ser mantido.

Comitê

O Comitê de Emergência convocado pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan, declarou em sua 9ª reunião, na terça-feira, que as recomendações temporárias adotadas em resposta ao surto devem ser encerradas.

O Comitê forneceu a sua visão de que ” que o risco de propagação é agora baixo e que os países atualmente têm a capacidade de responder rápido a novas emergências com vírus”.

Representantes da Guiné, Libéria e Serra Leoa apresentaram a situação epidemiológica, o trabalho para evitar o ressurgimento do ebola e a capacidade de detectar e responder rapidamente a quaisquer novos focos de casos.

Vacina

A OMS enviou centenas de seus funcionários aos três países, prontos para contribuir com a resposta de emergência necessária para rapidamente interromper as cadeias de transmissão.

Segundo a chefe da agência, pela primeira vez em qualquer surto de ebola, equipes de resposta têm acesso à vacinação como uma poderosa ferramenta de contenção.

O Comitê de especialistas apoiou a visão da OMS de que pequenos focos de casos podem ser esperados, mas concluiu que a capacidade existente de resposta nacional e internacional é suficiente para contê-los rapidamente.

Segundo a agência, a probabilidade de propagação internacional por viagem aérea é extremamente baixa.

Desde o início do surto em dezembro de 2013, o ebola matou mais de 11 mil pessoas, a grande maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

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