Vozes de rádios comunitárias falam de épocas de emergência em Moçambique

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Profissionais de emissoras locais contam como passam a informação perante desastres; Unesco apoia centros multimédia comunitários; cerca de 110 emissoras comunicam em pequenas comunidades.

Cerca de 70% da população tem acesso ao sistema de rádio nacional.Foto: Fida/Mwanzo Millinga

Ouri Pota da Rádio ONU em Maputo. 

O mundo comemora o Dia Mundial da Rádio este sábado, 13 de fevereiro. O destaque é a importância do meio de comunicação em emergências e desastres naturais.

A Rádio ONU em Maputo ouviu profissionais de emissoras comunitárias do centro do país. O jornalista da Rádio Comunitária do Gurué Caetano Alberto citou a sua experiência após chuvas de 2015 na província da Zambézia.

Iniciativa

"A rádio tem que aparecer com mensagens educativas, palavras aconselhadoras e acima de tudo mensagens para o reinício ou reconstrução da vida. Eu digo isto por experiência própria. No ano passado, a província da Zambézia foi assolada fortemente pelas chuvas e tivemos cerca de 30 dias sem energia. As rádios comunitárias no norte ficaram sem funcionar e nós, por iniciativa própria, adquirimos um pequeno gerador e conseguimos funcionar durante o período do apagão."

Alberto citou a importância da colaboração das estações comunitárias com a mais antiga emissora nacional, a Rádio Moçambique.

Medidas

"A conexão que nós tínhamos com a Antena Nacional da Rádio Moçambique permitiu às pessoas acompanharem o que estava acontecer noutros pontos do país. E assim acabavam adotando boas práticas e ficavam a saber como se podem precaver e  as medidas a tomar em casos de chuvas e trovoadas. Então, este é que tem que ser o papel de uma rádio em tempos de emergências ou desastres."

A mudança de comportamento é uma outra área mencionada pelos profissionais ao destacarem a importância do meio.

Ferramenta

O jornalista da Rádio Comunitária de Mutarara Aibo Patel considera a rádio uma das ferramentas que a população não dispensa para receber informação na província de Tete.

"Falando no âmbito das calamidades naturais, a Rádio Comunitária de Mutarara já conseguiu mudar vários cenários publicando algumas informações de acordo com alguns comunicados de imprensa do governo distrital ou mesmo a partir do Ingc (entidade que lida com emergências). Qualquer alerta que passar na rádio comunitária a população consegue ouvir, percebe e daí põe em prática. Como prova eu posso dizer que muitos residentes de Inhangoma já puderam abandonar as zonas de risco."

O país tem cerca de 110 emissoras comunitárias. A Unesco apoiou o desenvolvimento de um movimento pioneiro de Centros Multimédia Comunitários, CMC.

Em Moçambique, cerca de 70% da população tem acesso ao sistema de rádio, sendo a Rádio Moçambique a que cobre a maior parte do país.

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