Unaids quer opções de prevenção ao HIV controladas por mulheres

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Programa Conjunto das Nações Unidas pediu mais investimento em pesquisa e desenvolvimento; Unaids citou resultados de dois estudos sobre um anel vaginal que libera medicamento antiretroviral para previnir o HIV entre mulheres que mostraram 30% de eficácia.

Foto: Unfpa

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids afirmou que os resultados de dois estudos sobre um anel vaginal que libera o medicamento antiretroviral daprivine para previnir o HIV entre mulheres mostraram proteção de cerca de 30% contra o vírus.

Para o Unaids, os resultados são "encorajadores" e mostram "a necessidade urgente de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de métodos de prevenção ao HIV controlados pelas mulheres".

Prevenção

Apesar de menos eficazes do que o esperado, o programa ressalta que os resultados são os primeiros a mostrar que "um mecanismo de liberação prolongada de medicamento antiretroviral é viável, seguro e parcialmente eficaz na prevenção da infecção do HIV entre mulheres".

O vice-chefe do Unaids, Luiz Loures, afirmou que as "mulheres precisam urgentemente de melhores opções para a prevenção do HIV, especialmente opções que permitam que elas tenham maiore controle".

Loures declarou ainda que o "caminho para um microbicida eficaz tem sido longo" e que os importantes resultados destes dois estudos são um passo em direção a um produto de prevenção ao HIV que possa "proteger milhões de mulheres em todo o mundo".

Estudos

Os dois estudos, apresentados na segunda-feira em uma conferência em Boston, nos Estados Unidos, foram realizados em quatro países africanos com mais de 4,5 mil mulheres.

Cada participante foi designada aleatoriamente a usar um anel ativo que lentamente liberava o medicamento antiretroviral ao longo de um mês ou para receber um placebo inativo.

O risco de infecção por HIV foi comparado entre mulheres usando os anéis ativos e os placebos depois de até quatro anos de acompanhamento.

Jovens

Outro importante resultado de ambos os estudos foi de que houve pouca proteção contra o HIV para mulheres com 21 anos ou menos e melhor proteção para as participantes com mais de 22 anos.

Segundo o Unaids, pelo menos parte dessa diferença pode ser explicada por uma melhor aderência do anel no grupo mais velho.

Jovens mulheres na África Subsaariana permanecem as mais afetadas pela Aids. Cerca de 79% de todas as mulheres vivendo com o HIV, com 15 anos ou mais, vivem na região.

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