Uma entre cinco crianças africanas não recebe as vacinas necessárias

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Cimeira da OMS em Adis Abeba reúne ministros da Saúde; este é primeiro encontro específico sobre imunização no continente; Moçambique é destaque em relatório devido a programa de distribuição de vacinas.

Apenas 20 países africanos financiam mais de 50% dos gastos com vacinação. Foto: OMS/S. Hawkey

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, uma entre cinco crianças africanas não está a receber as vacinas necessárias. África é a região do mundo com o índice mais baixo de cobertura de imunização.

Para tentar reverter o quadro, a agência da ONU promove a partir desta quarta-feira a primeira Cimeira Ministerial sobre Imunização em África. O encontro de dois dias decorre em Adis Abeba, na Etiópia.

Benefícios

A OMS cita alguns avanços e benefícios da vacinação: nenhum caso de pólio foi registado no continente africano em mais de um ano e quando uma criança é vacinada, aumentam as chances de que continue a frequentar a escola.

A agência destaca que a conferência será marcante, porque pela primeira vez, ministros da Saúde e das Finanças estarão juntos, a declarar seu compromisso para melhorar os serviços de imunização.

Papel dos Pais

Participam também líderes religiosos e comunitários, uma vez que é essencial que os pais entendam que vacinar seus filhos é o melhor que pode ser feito pela saúde das crianças.

Apenas 20 países africanos financiam mais de 50% dos gastos com vacinação, enquanto a maioria depende de doações externas e esse será outro ponto a ser abordado na cimeira.

Moçambique

Um relatório recém-lançado pela OMS sobre o tema informa que até 2020, 90% dos territórios precisam ter cobertura de vacinação. Erradicar a pólio é uma outra meta.

Até 2014, Tunísia, Suazilândia e Marrocos estavam entre as 10 nações africanas com a melhor cobertura de vacinação. Mas Moçambique ganha um destaque especial devido a um programa de distribuição, feito em parceria com a organização internacional Village Reach.

O projeto levou a melhorias no transporte, na logística, na visibilidade de dados e na supervisão. Quase metade do país está a ser beneficiado com o projeto de distribuição de vacinas.

A OMS destaca que uma das chaves para o sucesso do programa moçambicano foi a participação de líderes de províncias e do Ministério da Saúde, que demonstraram abertura para abordagens diferentes e novas relacionadas aos sistemas de distribuição de vacinas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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