Um quarto da população sul-sudanesa precisa urgentemente de comida

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Agências da ONU chamam a atenção para 40 mil pessoas à beira de uma catástrofe; período de escassez pode ter a fome mais grave dos últimos anos; Unicef quer apoiar mais de 165 mil crianças com desnutrição aguda grave.

Números são considerados particularmente preocupantes por revelarem um aumento da fome depois da colheita. Foto: FAO Sudão do Sul

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Sudão do Sul tem cerca de 2,8 milhões de pessoas a precisar urgentemente de assistência alimentar. O número corresponde a 25% da sua população.

Agências das Nações Unidas anunciaram esta segunda-feira que pelo menos 40 mil sul-sudaneses estão à beira de uma catástrofe no mais novo país do mundo.

Escassez

Os “níveis sem precedentes” de insegurança alimentar foram divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e pelo Programa Mundial de Alimentação, PMA.

A previsão das agências é que o número de vítimas atinja o pico durante o período de escassez, que culmina no intervalo entre abril e julho.

Fome Grave

Os números são considerados particularmente preocupantes por revelarem um aumento da fome depois da colheita, um momento marcado por níveis de segurança alimentar maiores.

A Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar, IPC, prevê que desde o início do ano haja uma escassez marcada por fome mais grave que a dos anos anteriores.

Peixes

Com o arranque da estação seca preveem-se mais dificuldades para os mais carenciados. Os deslocados do conflito que vivem de peixes e nenúfares no estado de Unidade veem esgotar-se a sua fonte alimentar com a evaporação da água das cheias.

O roubo do gado privou as pessoas de produtos essenciais, como o leite. No ano passado, o grupo de alimentos fazia parte dos meios de sobrevivência no período de escassez.

Deslocados

A previsão é que ocorra uma catástrofe nos próximos meses se não houver ajuda humanitária confiável na estação seca.

As agências da ONU querem que o acordo de paz assinado no ano passado seja rapidamente implementado e querem também um acesso ilimitado às áreas de conflito para a entrega de suprimentos nas regiões mais afetadas.

Desnutrição

A FAO planeia apoiar 2,8 milhões de pessoas na produção de alimentos, além de proteger os seus bens como o gado em 2016. A meta tem mais 400 mil pessoas em relação ao ano passado.

O Unicef disse que pretende tratar mais de 165 mil crianças com desnutrição aguda grave. Já o PMA pretende prosseguir a entrega de alimentos, que no ano passado chegou a 3 milhões de pessoas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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