Travessia pela Baía de Bengala é mais perigosa que no Mediterrâneo

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Acnur alertou que em proporção, o número de mortes em travessias de migrantes e refugiados no sudeste da Ásia e três vezes maior do que na região do Oriente Médio-África-Europa.

Mais de 33 mil refugiados e migrantes tentaram fazer a travessia pela Baía de Bengala no ano passado. Foto: Acnur/V. Tan

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados alertou que a travessia pela Baía de Bengala, na região sudeste da Ásia é mais perigosa do que no Mar Mediterrâneo.

Segundo o Acnur, o número de mortos de migrantes e refugiados na Baía de Bengala foi três vezes maior, proporcionalmente, do que o registrado no Mediterrâneo em 2015.

Medidas de Segurança

A agência explica que comparados os números de chegadas e de mortos na Baía de Bengala, o percentual de pessoas que perderam a vida na travessia chegou a 1,3% do total enquanto no Mediterrâneo ele foi de 0,38%.

Devido a esse resultado, o Acnur pediu urgência na implementação de medidas de segurança e de cooperação para salvar vidas.

A agência de refugiados calcula que 33,6 mil refugiados e migrantes tentaram fazer a travessia pela Baía no ano passado, a maioria era de Bangladesh e da etnia minoritária Rohingya.

Para reduzir o índice de mortes no mar, o Acnur quer a criação de canais de migração legais e seguros, que incluam a migração por trabalho ou a reunificação de famílias.

Além disso, devem ser apresentados programas para ajudar pessoas que vivam em condições difíceis em seus países.

Segundo o Acnur, uma boa oportunidade para discutir o assunto será durante a reunião Ministerial em Bali, no mês que vem.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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