Situação acalma em Malakal, mas tensões continuam pelo Sudão do Sul

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Após dias de confronto que resultou em 18 mortes, soldados de paz na cidade reforçam patrulha; representantes relatam ao Conselho de Segurança que a violência segue em várias zonas do país, especialmente em Wau.

Polícia da ONU vigia local de proteção aos civis no Sudão do Sul. Foto: UNMISS

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Os soldados de paz das Nações Unidas no Sudão do Sul relatam que a situação está calma na base de proteção aos civis em Malakal. O local foi cenário de um confronto entre jovens Shilluk e Dinka, iniciado na quarta-feira e que resultou em 18 mortes e dezenas de feridos.

A Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, explica que a violência piorou com tiros vindos do lado de fora de sua base, que teriam sido disparados por homens trajados de uniformes do Exército de Libertação do Sudão, Spla.

Patrulha

Os capacetes azuis já intensificaram a patrulha em Malakal, em especial em áreas ao redor da base da ONU. Apesar da calmaria, a Unmiss continua preocupada com a possibilidade de novos confrontos.

A Missão da ONU está a discutir com líderes comunitários como promover a calma e o diálogo. Com as autoridades de Malakal, a Unmiss trabalha para controlar a situação e avaliar que tipo de ajuda humanitária é necessária de imediato. As instalações abrigam mais de 47 mil pessoas.

Escalada da Violência

Esta sexta-feira, o Conselho de Segurança debateu a situação no Sudão do Sul. O representante da ONU no país, Moustapha Soumaré, afirmou que a violência continua em muitas regiões, até mesmo em áreas que antes estavam calmas.

Soumaré está muito preocupado com a piora da situação em Wau, a noroeste, já que a violência escalou nas últimas 48 horas.

Devido às dinâmicas do conflito, a Missão da ONU concentra-se em manter presença física em patrulhas de longa duração em áreas onde a insegurança é alta.

Abusos 

O representante salientou a importância dos lados darem continuidade à formação do Governo de Transição de Unidade Nacional, o primeiro passo para a implementação completa do acordo de paz.

Sobre os direitos humanos, o secretário-geral assistente para o setor afirmou já ter pedido aos partidos sul-sudaneses que ponham um fim imediato a todas as violações do direito internacional e dos abusos aos direitos humanos.

Ivan Simonovic fez um apelo aos países-membros do Conselho de Segurança e líderes regionais, para que engajem as partes em conflito.

Segundo o representante, não se pode tolerar que líderes façam declarações em Juba, enquanto ataques e hostilidades contra a população civil continuam a intesificar-se pelo país.

 

 

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