Portuguesa conta como a rádio fez diferença em grandes calamidades

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Mariana Palavra relata como atuou com o meio de comunicação em cenários de devastação após terramotos no Haiti e no Nepal; Dia Mundial do Rádio é comemorado no sábado.

Jovem em Citey Solei ouve uma emissão radiofónica na primeira semana a seguir ao terramoto de 2010 no Haiti. Foto: Arquivo pessoal

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Para marcar o Dia Mundial do Rádio, assinalado a 13 de fevereiro, a portuguesa Mariana Palavra falou da sua atuação durante grandes calamidades.  A especialista de comunicação está em Naypyidaw, no Mianmar.

Em janeiro, o Haiti marcou seis anos após o terramoto que matou 200 mil pessoas e destruiu infraestruturas. A profissional de comunicação revelou momentos do seu trabalho como jornalista na Rádio Minustah FM.

Único Meio

“No Haiti, eu trabalhava na Rádio das Nações Unidas. Quando o terramoto aconteceu, só duas rádios conseguiram segurar os transmissores e uma era a nossa. Ali, o papel foi determinante: era o único meio de comunicação que toda a gente conseguia apanhar e ouvir.”

O veículo foi também o mais usado para transmitir mensagens contra a epidema de cólera, que surgiu no país no mesmo ano.

Em 2015, Mariana Palavra  esteve no Nepal quando ocorreu um tremor considerado um dos piores em 80 anos. Em abril, passa um ano após o evento que foi marcado pela morte de mais de 8,3 mil pessoas.

Diferença

No meio dos escombros, o apoio internacional renovava as esperanças das vítimas. Os donativos incluiam um aparelho recetor que funcionava com energia solar que se esperava que fosse fazer a diferença em áreas afetadas.

“Eram zonas remotas, de difícil acesso. Não havia eletricidade por várias semanas. Esses pequeninos rádios que eu lembro perfeitamente quando chegaram ao Unicef prontos, para depois irem para os camiões e para as montanhas, tinham essa particularmente de não dependerem da luz e foram essenciais porque transmitiam programas de entretenimento para as crianças. Basicamente, era para dar algum apoio psicológico e o que fazer com as crianças quando estas davam algum sinal de depressão ou de trama, ou que fazer em caso de réplicas e onde ir buscar comida, abrigo e cobertores.”

Palavra usa o seu historial de trabalho no meio de crises para apoiar profissionais de rádio no Mianmar. Um dos temas de que mais fala são as mensagens que devem passar em momentos de emergência.

Mariana Palavra num centro amigo da infância num campo de deslocados pelo terramoto no Nepal. Foto: Arquivo pessoal

Cheias e Deslizamentos

A segunda metade de 2015 foi marcada por chuvas fortes, inundações e deslizamentos de terra que causaram mais de 100 mortos no país. Palavra falou de como foi importante a informação transmitida através da rádio.

“A rádio, sim chegou às aldeias onde não há internet. E foi através dela que o Unicef, com os outros parceiros, enviou mensagens de como sobretudo evitar doenças que podem ser prevenidas e saber o que fazer em caso de cheias: para onde ir, para onde fugir e onde estão os centros de acolhimento.”

Jornalistas

O papel da rádio em situações de emergência e catástrofes humanitárias é destacado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, nas celebrações do Dia Mundial do Rádio.

Em mensagem, a agência realça a contribuição das emissoras comunitárias e dos jornalistas para o atual poder do meio de comunicação.

O pedido às autoridades e outros intervenientes é que reforcem vínculos através da resposta de emergência para que vitimas, trabalhadores humanitários, jornalistas sejam vozes de esperança.

Leia Mais:

Unesco diz que rádio "é a salvação em momentos de emergência e desastre"

 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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