Português será mais ouvido na presidência angolana no Conselho de Segurança

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Embaixador de Angola junto à ONU fala de um aumento de interesse de vários representantes internacionais pelo idioma; país preside órgão de 15 Estados-membros em março.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola revelou que a língua portuguesa será ouvida durante várias sessões do Conselho de Segurança em março. Conflitos potenciais e atuais bem como o papel da mulher na sua solução serão destacados no período.

O embaixador angolano junto às Nações Unidas, Ismael Martins, fez as declarações à Rádio ONU, em Nova Iorque, na preparação do mês em que vai presidir rotativamente o órgão responsável pela paz e segurança globais.

Falantes

“Podemos fazê-lo com tradução. Mas fazê-lo com tradução é sempre problemático. Mas, naturalmente, uma e outra palavra irei usar já que a nossa língua está a começar a ser também não só apreciada, mas até falada por alguns. Os falantes da língua portuguesa estão a crescer. Há pessoas que não são necessariamente dos nossos países mas gostam do som, simpatizam com o nosso grupo e com as nossas gentes, e isso é bom.”

Na ONU, os debates são realizados em inglês e francês, que têm o estatuto de línguas de trabalho, que permite a tradução dos documentos produzidos nas sessões.

Boa Vontade

Os dois idiomas são também oficiais com o espanhol, o russo, o chinês e o árabe, o que torna possível a tradução simultânea nas intervenções. O diplomata angolano disse que é notória a boa vontade em relação ao português, falado por cerca de 250 milhões de pessoas.

“Nós somos vistos como um grupo aberto. Nós estamos nos vários continentes. Essa nossa presença nos vários continentes não é rejeitada, pelo contrário, é aceite. É só ver pelo número de países que querem aderir à Cplp (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que têm crescido. Isto é um bom sinal que os países de língua portuguesa estão presentes e a crescer.”

Portugês na ONU

O incentivo ao uso da língua portuguesa na organização foi reiterado pelo presidente de Portugal ao discursar na Assembleia Geral de 2015.

Aníbal Cavaco Silva reiterou que o idioma de Camões deve ser uma das línguas oficiais das Nações Unidas ao renovar o desejo que já tinha manifestado há mais de cinco anos.

O esforço para promover o idioma e a sua diversidade geográfica tem sido feito por vários representantes da Cplp, que nos últimos anos falam português nos debates gerais do principal órgão que toma decisões das Nações Unidas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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