ONU vê fim da mutilação genital feminina "dentro de uma geração"

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Secretário-geral afirmou que mais países estão atentos ao procedimento e recolhem informações; mensagem destaca que nunca antes foi mais urgente ou possível acabar com a prática.

Objectivos de Desenvolvimento Sustentável têm alvo específico sobre o fim da mutilação genital feminina. Foto: Unicef.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Por ocasião do Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, assinalado neste 6 de fevereiro, o secretário-geral da ONU disse que pode-se acabar com o procedimento "dentro de uma geração".

Para Ban Ki-moon, nunca antes foi mais urgente ou possível pôr fim à prática evitando o sofrimento humano que não pode ser medido e aumentando o poder de mulheres e meninas para ter impacto positivo no mundo.

Alvo

O chefe da ONU destacou que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável,  adotados pelos Estados-membros da ONU em 2015, incluem um alvo específico que apela ao fim da mutilação genital feminina.

Ban afirmou que levanta a sua voz com um apelo para que os outros se juntem a si para capacitar comunidades que anseiam a mudança. O secretário-geral disse que conta com os governos que honrem os compromissos e com o apoio da sociedade civil, profissionais de saúde, meios de comunicação e  jovens.

Urgência

Estimativas revelam que pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres no mundo sofreram alguma forma de mutilação genital feminina. Ban defende que a urgência de acabar com a prática pode ser vista nos números que crescem.

Para o representante mais países estão atentos ao procedimento e à recolha de dados, o que ele classifica como um bom progresso. Mas revela que esse avanço ̎não é de todo positivo̎ por não acompanhar o ritmo do crescimento populacional.

Procedimento

Com as  tendências atuais, Ban acredita que mais meninas serão cortadas a cada ano até 2030 por causa das altas taxas de fertilidade e das populações jovens que vivem na maioria das comunidades onde prevalece a mutilação genital feminina.

O chefe da ONU lembra ainda  que a prática aumenta os riscos durante o parto com danos às meninas de hoje e da próxima geração.

O secretário-geral destaca que com esse procedimento totalmente abandonado,  os efeitos positivos irão ecoar nas sociedades com a recuperação da  saúde, dos direitos humanos e de um vasto potencial de meninas e mulheres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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