ONU afasta soldados após novos casos de abusos na República Centro-Africana

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Missão das Nações Unidas no países revela que 120 integrantes do contingente congolês serão repatriados; pelo menos sete vítimas, a incluir menores de idade, teriam sido abusadas sexualmente; representante fala em vergonha.

Parfait Onanga-Anyanga, chefe da Minusca. Rádio ONU: Minusca

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, identificou sete novas vítimas de exploração sexual e de abusos em Bambari. Os casos foram reportados à missão a 21 de janeiro, por uma equipa da ONG Human Rights Watch.

Os especialistas estavam preocupados em garantir apoio médico e psicossocial às vítimas e também que os autores dos abusos fossem responsabilizados pelos crimes.

Vítimas

Ao receber as alegações, a Minusca enviou um especialista a Bambari. Foram encontradas evidências a indicar que cinco das vítimas eram menores de idade e haviam sido abusadas sexualmente. Uma vítima adulta foi explorada. A sétima vítima é desconhecida, mas acredita-se tratar de um menor.

As investigações continuam e os soldados envolvidos no caso são do Congo e da República Democrática do Congo. Os governos dos dois países já foram informados e convidados a se juntarem às investigações.

Repatriamento

Devido à gravidade do caso, as Nações Unidas decidiram tomar medidas de imediato, como a repatriação de 120 soldados congoleses. Os integrantes estão confinado no quartel e retornam ao seu país de origem ao final da investigação.

O representante especial do secretário-geral da ONU para a República Centro-Africana e chefe da Minusca está em Bambari. Parfait Onanga-Anyanga afirmou estar ofendido e envergonhado com a situação.

Direitos Humanos

A mensagem às tropas da Minusca foi a de que "abuso sexual é uma séria falha ao regulamento da ONU, além de violar os direitos humanos". Onanga-Anyanga disse tratarem-se de "crimes duplos, que afetam mulheres e crianças vulneráveis" que deveriam estar a ser protegidas pelos soldados da missão.

O representante pede também medidas adicionais de emergência para evitar novos casos. O chefe da Minusca afirmou que a missão está em "modo de combate" e Parfait Onanga-Anyanga não irá descansar até que os responsáveis pelos actos hediondos sejam punidos e os incidentes do tipo acabem".

Já o comandante das tropas da Minusca, major general Balla Keita, fez um apelo aos soldados, para que "honrem a si próprios, honrem seu país e a bandeira da ONU, por meio dos mais altos padrões de conduta e de dignidade".

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