OMS divulga guia sobre zika vírus, microcefalia e amamentação

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Agência da ONU fala também sobre a síndrome Guillain-Barré em contexto com o surto; organização disse que 34 países já registraram casos de zika, a maioria nas Américas e no Caribe.

Mosquitos em laboratório. Foto: FAO

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde divulgou, esta quinta-feira, um guia sobre amamentação, microcefalia e a síndrome Guillain-Barré em relação ao surto do zika vírus.

Segundo a OMS, o processo de aleitamento materno continua o mesmo apesar do problema. A agência da ONU recomenda que os recém-nascidos sejam amamentados por um período de pelo menos seis meses.

Apoio Médico

As mães que tiveram infecção suspeita, provável ou confirmada de zika devem receber apoio médico e iniciar o processo de alimentação dos bebês como qualquer outra mãe. Essa recomendação vale também para as mulheres que tiveram filhos com microcefalia.

A organização afirmou que o vírus da doença foi detectado no leite materno de duas mães que tiveram a infecção confirmada em exames de laboratório. Mas a agência afirma que não há nenhuma evidência, até agora, mostrando a transmissão do vírus através da amamentação.

Microcefalia

Em relação à microcefalia, a OMS diz que ela é uma condição onde o bebê nasce com um tamanho da cabeça menor do que se comparado com outros bebês da mesma idade e sexo.

O guia cita um aumento desses casos no momento do surto de zika no Brasil, mas não faz uma conexão direta entre eles. A agência já informou que continua estudando a situação para confirmar ou não a hipótese do vírus causar a microcefalia.

Guillian-Barré

No caso da síndrome Guillian-Barré, GBS, que provoca paralisia, a OMS afirmou que ela pode ser causada por uma variedade de infecções como a dengue e a febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito do zika vírus, o Aedes Aegypt.

A agência informou que os casos da síndrome aumentaram em países com surto da doença, entre eles, Brasil, Colômbia, El Salvador, Suriname e Venezuela.

Entre 2013 e 2014 na Polinésia Francesa, foram registrados 42 casos de GBS em pessoas infectadas com os vírus da dengue e zika.

A agência afirmou que os cientistas estão, neste momento, tentando estabelecer as causas, fatores de risco e consequências dos casos da síndrome Guillain-Barré e de outras complicações neurológicas.

No mês que vem, a OMS vai realizar uma reunião com especialistas em saúde para desenvolver recomendações adicionais para que os médicos e enfermeiros possam identificar e tratar a síndrome e outros problemas neurológicos, em contexto com a transmissão do zika vírus.

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