Medidas restritivas contra refugiados na Europa preocupam ONU

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Agência das Nações Unidas para refugiados afirma que mecanismos de apoio devem ser implementados urgentemente para proteger direitos humanos de mais de 2 mil pessoas que chegam ao continente pelo mar diariamente.

Acnur diz ser necessária a implementação urgente de mecanismos de proteção dos direitos humanos para as mais de 2 mil pessoas que chegam diariamente à Europa. Foto: OIM/Jennifer Sparks

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, demonstrou preocupação esta sexta-feira com as medidas restritivas impostas pela Europa contra refugiados e migrantes.

Segundo a agência da ONU, é necessária a implementação urgente de mecanismos de proteção dos direitos humanos para as mais de 2 mil pessoas que chegam diariamente ao continente em travessias perigosas pelo Mar Mediterrâneo.

Inverno Rigoroso

A porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, disse em Genebra que apesar do mar "agitado", do inverno rigoroso e das dificuldades encontradas na sua chegada, mais de 80 mil refugiados e migrantes desembarcaram na Europa nas seis primeiras semanas de 2016.

Fleming afirmou que mais de 400 pessoas morrerram tentando fazer a travessia pelo Mediterrâneo desde o início do ano.

Ela explicou que quase 58% dos refugiados e migrantes que chegaram à Europa em janeiro eram mulheres e crianças. Na Grécia, mais de 30% eram menores de idade.

Situação

Para lidar com a situação, a porta-voz espera que os membros da União Europeia implementem rapidamente as medidas acordadas no ano passado para lidar com a crise de refugiados.

Entre elas está o processo de realojamento para outros países de 160 mil pessoas que já estão na Grécia e na Itália.

Fleming lamentou que apesar dos pedidos do Acnur para que a UE amplie as formas legais para que os refugiados possam pedir asilo, muitas nações estão fazendo exatamente o contrário.

Para ela, "isso sugere que os países estão dando prioridade a deixar refugiados e migrantes fora de seus territórios do que encontrar soluções realistas".

Fleming citou as medidas restritivas para a reunificação de famílias impostas pela Dinamarca, em janeiro, que aumentam de um para três anos o prazo para que um refugiado possa pedir ao governo permissão para trazer a mulher e os filhos.

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