Marrocos recebe encontro da FAO sobre pesca sustentável

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Sector fornece 17% da proteína animal consumida no mundo e garante aos países em desenvolvimento mais renda do que a exportação de carne, tabaco, arroz e açúcar; agência da ONU preocupada com proteção da biodiversidade.

A pesca fornece 17% de toda a proteína animal consumida no mundo. Foto: FAO

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A cidade de Agadir, no Marrocos, está a receber delegações de mais de 50 países para uma cimeira sobre o sector da pesca. O encontro é promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e está a ser realizado em África pela primeira vez.

Segundo a agência da ONU, a pesca fornece 17% de toda a proteína animal consumida no mundo. Nos países em desenvolvimento, o sector gera mais renda do que as receitas colhidas com a exportação de carne, tabaco, arroz e açúcar.

Globalização

A globalização do comércio dos peixes é movida principalmente pelo crescimento da aquacultura, o que gera a necessidade de se criarem melhores regras sobre condições de trabalho e proteção da biodiversidade.

A FAO também chama a atenção sobre hábitos de consumo e impactos da mudança climática. O representante da agência, Audun Lem, declarou que "o comércio de peixes é muito mais importante do que as pessoas pensam".

Segundo o especialista, ao longo da semana, as delegações discutirão como os "países em desenvolvimento podem promover a sustentabilidade de suas atividades pesqueiras e ao mesmo tempo maximizar os benefícios económicos".

Produção

A FAO espera que os ministros concordem com a criação de um documento que prove onde o peixe foi pescado e rastreie o produto por meio da cadeia comercial. Isso pode ser uma ferramenta importante para combater a pesca ilegal.

A agência também explica que a sustentabilidade é muito importante para os países em desenvolvimento, onde é produzida a maioria dos peixes tanto pelo mar quanto em cativeiro.

O comércio internacional de peixe dobrou em uma década, chegando a US$ 144 mil milhões em 2014. Deste total, as nações de baixa renda exportaram US$ 78 mil milhões, mais de três vezes o valor da exportação global de arroz.

A produção pesqueira em cativeiro mais que triplicou nos últimos 20 anos, chegando a 78 milhões de toneladas. Segundo a FAO, este é o setor alimentar que cresce mais rápido, sendo que África, América do Sul e América Central são as regiões com as maiores taxas de crescimento.

A agência da ONU também nota que o consumo está a mudar: pela primeira vez na história, mais atum foi enviado aos Estados Unidos do que ao Japão. E desde 2013, salmão e truta substituíram o camarão como a commodity mais importante comercializada em termos de valor.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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