Iraque: representante da ONU pede realojamento de civis para áreas seguras

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Coordenadora humanitária da organização no país citou preocupação com milhares de civis presos na cidade de Faluja e no distrito de Sinjar sem acesso à assistência; Lise Grande expressou receio de que a "situação esteja se tornando desesperadora".

Mais de 3 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas no Iraque desde janeiro de 2014. Foto: Unami

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, está profundamente preocupada com milhares de civis presos na cidade de Faluja e no distrito de Sinjar sem acesso à assistência.

Ela pediu ao governo que redobre suas ações para realojar os civis para áreas mais seguras antes que a situação fique ainda pior.

Desespero

Faluja, na província de Anbar, permanece sob o controle do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil. Apesar da ONU não conseguir chegar aos civis no local, Grande afirmou que as informações recebidas indicam que a situação está piorando rapidamente.

Ela está recebendo relatos de "fome e escassez de medicamentos e suprimentos básicos". Segundo a coordenadora humanitária, "pessoas estão tentando deixar a cidade, mas estão sendo impedidas".

Grande expressou ainda o receio de que a "situação esteja se tornando desesperadora".

Obrigações

A representante da ONU pediu ao governo iraquiano e às autoridades regionais do Curdistão que cumpram suas obrigações de acordo com a lei humanitária e redobrem as ações para facilitar a retirada e realojamento de civis para áreas mais seguras, com comida, água e assistência médica.

Ela destacou que são necessárias medidas urgentes para aliviar o sofrimento das pessoas lutando para sobreviver no país e lembrou "a responsabilidade comum de salvar vidas".

Crianças e Inverno

Grande expressou ainda sua preocupação com a situação na província de Ninewa, onde mais de 520 pessoas, incluindo cerca de 250 crianças, estão isoladas há três meses entre fronteiras militares no leste de Sinjar.

Ela ressaltou que "no meio do inverno, essas pessoas estão sem acesso à água, abrigo ou assistência médica" e enfatizou: garantir que os civis estejam seguros é uma das maiores prioridades da organização.

Deslocados

Para a coordenadora humanitária, permitir que famílias atravessem para áreas controladas pelo governo melhoraria a situação "de forma dramática". Ela pediu a todos os envolvidos que façam tudo o que for necessário para garantir que os civis sejam protegidos.

Mais de 3 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas no Iraque desde janeiro de 2014. A ONU calcula que outras 3 milhões estejam vivendo sob o controle do Isil no país.

Mais de 500 mil civis retornaram a suas casas após campanhas militares para trazer áreas ao controle do governo.

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