Em dois meses, deslocados reduzem em cerca de um quinto no Mali

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OIM fala da melhoria da segurança em áreas do norte e da assinatura do acordo de paz; em todo o país há mais retornados; agência acredita no fim do deslocamento este ano se não houver novo conflito.

Agências humanitárias querem US$ 354 milhões para prestar auxílio aos malianos mais vulneráveis. Foto: Minusma/Harandane

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Um estudo da Organização Internacional para Migrações, OIM, revela que existem 49,8 mil deslocados internos do Mali. O número é 19% menor do que os quase 62 mil desalojados registados em novembro passado.

A  agência parceira da ONU destaca um contínuo retorno para o norte de pessoas que deixaram suas casas devido ao conflito de 2012. Em todo o país, o número de deslocados diminuiu.

Timbuktu

O registo no número de retornados durante o mesmo período subiu de 439.690 para 453.059 pessoas.

No norte do país, o maior número de deslocados internos está na cidade de Timbuktu, no norte, com cerca de 25 mil. Seguem-se os centros urbanos de Gao e Kidal. A capital  Bamako acolhe cerca de 5 mil deslocados internos, o maior número da região sul.

A OIM ressalta que essa tendência pode ser atribuída à melhoria da situação de segurança em algumas das áreas nortenhas e à assinatura do acordo de paz em junho de 2015.

Fim de Deslocamentos

O chefe da Missão da OIM no Mali, Bakary Doumbia, disse que assumindo que não haja um novo conflito, será possível acabar com o fenómeno dos deslocamentos em 2016 no país.

Ele defende a disponibilização de apoio para facilitar o retorno e a integração local. Na terça-feira, as Nações Unidas e agências humanitárias pediram US$ 354 milhões aos doadores para prestar auxílio aos malianos mais vulneráveis.

De acordo com a OIM, as primeiras movimentações dos retornados começaram a ser observadas após a assinatura de um acordo de paz de 2013 em Ouagadougou. O fluxo prosseguiu com as eleições presidenciais e legislativas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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