Diretor da OMS em África pede vigilância em relação ao vírus zika

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Matshidiso Moeti explica que a forma mais eficaz de prevenção é reduzir a população dos mosquitos; pessoas precisam tomar medidas para evitar picadas; agência foi notificada sobre 7 mil casos em Cabo Verde desde outubro.

Mosquito Aedes Aegypti. Foto: CDC/James Gathany

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Os países africanos foram alertados a observar vigilância e a estarem preparados para combater qualquer sinal do vírus zika. O pedido foi feito pelo diretor do escritório em África da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Matshidiso Moeti explicou que a forma mais eficiente de prevenção é com a redução das populações dos mosquitos. Isso é feito com a eliminação de locais onde o Aedes aegypti possa se reproduzir.

Cabo Verde

As pessoas também devem adotar medidas de prevenção à picada, uma vez que o zika é transmitido pelo mosquito. A OMS pede aos países de África que reforcem o controlo do vector e melhorem as capacidades dos laboratórios detectarem o vírus.

A população africana também precisa estar bem informada sobre o controlo, os sintomas do zika e as possíveis complicações neurológicas. Moeti afirma que Cabo Verde já relatou à OMS África 7 mil casos desde outubro.

Controlo

O total de pacientes começou a diminuir em dezembro. Em recente entrevista à Rádio ONU, a ministra da Saúde de Cabo Verde informou que, atualmente, existem mais de 80 casos suspeitos. Cristina Fontes Lima prevê controlo total da situação no país em até quatro semanas.

O mesmo mosquito que transmite o zika também transmite a dengue e a febre amarela. A OMS declarou a situação do zika e do aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

Sintomas

Como não há medicamento para tratar o vírus, a agência da ONU pede atenção a sintomas como febre, dores musculares, conjuntivite, cansaço e dor de cabeça. Descanso, ingestão de líquidos e de medicamentos para o controlo da dor são as medidas indicadas aos pacientes.

O surto de zika nas Américas, em países como o Brasil, foi associado a um aumento no número de bebés que nascem com a cabeça menor do que o normal.

As autoridades de saúde estão a investigar a ligação entre a microcefalia e o zika. Em África, a OMS recomenda também vigilância às grávidas, para que tenham acesso a exames que possam detectar microcefalia ou complicação neurológica no feto.

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