Conselho de Segurança debate Carta da ONU e segurança internacional

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No encontro, secretário-geral ressaltou o objetivo de "levar a promessa da Carta da ONU aos mais vulneráveis"; Ban Ki-moon declarou que a organização continua oferecendo assistência para capacitar os países a identificarem e abordarem questões como o genocídio.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Manuel Elias

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança realizou um debate nesta segunda-feira sobre o respeito à Carta da ONU e seus princípios como elemento fundamental para a manutenção da paz e segurança internacionais.

Falando ao órgão, o secretário-geral da ONU afirmou que o ano de 2015 "viu passos importantes" para defender os valores e fazer avançar a visão estabelecida na Carta das Nações Unidas.

Turbulência

Segundo Ban Ki-moon, a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre a mudança climática demonstraram a capacidade da comunidade internacional de "superar divisões e traçar uma rota para o bem comum".

No entanto, o chefe da ONU ressaltou que enquanto essas conquistas são celebradas, é preciso também reconhecer que 2015 foi "um dos anos mais conturbados e turbulentos da história recente".

Ban citou guerras civis na Síria e no Iêmen, a propagação do extremismo violento e o desrespeito a leis internacionais de direitos humanos.

Objetivo

O secretário-geral ressaltou que "levar a promessa da Carta da ONU aos mais vulneráveis" deve continuar sendo o objetivo comum e declarou que as Nações Unidas estão prontas para ajudar os países em sua "fundamental responsabilidade de proteger".

Ban destacou ainda que "paz, desenvolvimento e direitos humanos" estão ligados e afirmou que, geralmente, países afetados por conflitos têm os índices mais altos de pobreza".

Direitos Humanos

Segundo o chefe da ONU, os Estados-membros têm a principal responsabilidade em relação à prevenção de conflitos e proteção dos direitos humanos.

Ban afirmou que, em algumas situações, os países podem não ter a capacidade de cumprir com suas obrigações; em outras, são os próprios Estados-membros os principais violadores de direitos humanos.

Ele declarou que as Nações Unidas continuam oferecendo assistência para capacitar os países a identificarem e abordarem questões como o genocídio e outros crimes graves.

O secretário-geral destacou que a organização está, cada vez mais, centrando esforços na prevenção e que seu envolvimento com os Estados-membros nestes assuntos vai continuar a se basear na cooperação, transparência e respeito à soberania.

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