Comissão Especial da ONU sobre Operações de Paz abre as sessões 2016

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Vice-chefe da ONU lembra que debate ocorre em um momento de desafios e de oportunidades singurales; Eliasson afirma que os soldados de paz da ONU estão trabalhando em ambientes cada vez mais inseguros, com presença de extremistas.

Soldados da paz em Juba, no Sudão do Sul. Foto: ONU/JC McIlwaine

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Comissão Especial das Nações Unidas sobre Operações de Paz inaugurou nesta terça-feira as sessões de debates de 2016. O vice-secretário-geral da ONU fez um discurso, afirmando que o momento é de desafios e de oportunidades únicas.

Jan Eliasson falou sobre a mudança na natureza dos conflitos, o que tem colocado pressão sobre a comunidade internacional. Segundo ele, os soldados de paz da ONU trabalham em ambientes cada vez mais inseguros.

Instabilidade

Extremistas e outros grupos criminosos exploram o caos e a instabilidade. Eliasson também falou dos ataques contra os soldados de paz da organização, como o ocorrido no Mali, na última sexta-feira.

Segundo o vice-chefe da ONU, os mecanismos existentes não são adequados para esses novos desafios. Mas ele lembrou de uma das maiores forças das operações de paz: a habilidade de se adaptar e de evoluir.

Mandato

Eliasson destacou que as missões de paz das Nações Unidas servem para trazer soluções políticas aos conflitos e não soluções militares, ajudando países e comunidades a encontrar maneiras pacíficas de resolver diferenças.

Segundo ele, 125 mil militares, policiais e civis trabalham nas missões de paz da ONU e todos precisam de mandatos e estratégias políticas apoiadas pelo Conselho de Segurança.

Entre as necesidades do ano está o reforço das capacidades operacionais, melhoria da segurança e acesso à tecnologia de ponta, além de líderança profissional e eficiente.

Jan Eliasson destacou ser preciso garantir que todos os soldados de paz "mantenham o mais alto padrão de conduta e de disciplina", algo crítico para se preservar a credibilidade das operações. Ele pediu que cada boina azul seja um protetor, uma vez que se aproveitar da vulnerabilidade das pessoas "é uma traição".

O vice-secretário-geral lembrou que "onde há casos de exploração sexual e de abusos, é preciso haver justiça", sendo essa uma obrigação das Nações Unidas e dos países-membros.

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