Com queda de preços, poupanças do Fundo do Petróleo protegem Timor-Leste

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Observação é do FMI, que sublinha necessidade de diversificar economia; recomendação ao governo é que invista em saúde e educação; recado ao setor privado é que expanda setores como agricultura e turismo.

O orçamento do país deve ter um défice de 6% do PIB em 2015 por causa da baixa dos preços do petróleo. Foto: Banco Mundial/Gennadiy Kolodkin

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, disse que Timor-Leste é protegido pela “poupança prudente da sua riqueza petrolífera no Fundo do Petróleo” perante as fracas perspetivas macroeconómicas globais dos exportadores do produto.

Em 2015, a diminuição das despesas do governo timorense fez com que o Produto Interno Bruto, PIB, não petrolífero passasse para 4,3%, dos 5,5% registados no ano anterior.

Preços das Matérias-primas

Nos dois anos, a inflação abrandou para cerca de 1% ao contrário dos anteriores aumentos de dois dígitos como reflexo da baixa dos preços das matérias-primas, da valorização do dólar norte-americano e da “melhorias nas situações de estrangulamento”.

O orçamento do país deve ter um défice de 6% do PIB em 2015 por causa da baixa dos preços do petróleo e da sua produção, além das fracas receitas de gás e do baixo retorno dos investimentos.

A médio prazo, o crescimento do PIB não petrolífero deve rondar o 6% apoiado em parte pelo aumento do investimento direto estrangeiro.

Nesse período, o crescimento deve depender principalmente da diversificação da economia que tornou-se mais urgente pela queda na produção de petróleo em campos existentes e pela redução de impostos daí resultante.

Capital Humano

O FMI recomenda o país a prosseguir os esforços para melhorar a formação do capital humano com o investimento em áreas como saúde e educação. Para o órgão, a educação profissional também ajudaria a impulsionar o potencial de crescimento.

O órgão defende que o setor privado timorense deve aumentar as vantagens comparativas através da expansão dos setores de trabalho intensivo como a agricultura e o turismo.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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