Civis mortos em ataque a complexo da ONU no Sudão do Sul

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Missão de paz disse que tipo de ação contra populações e instalações da organização pode ser considerado crime de guerra; Conselho de Segurança debate situação do país em reunião à porta fechada.

Civis fogem da violência em Malakal, no Sudão do Sul. Foto: Unmiss/Nyang Touch

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas num ataque ocorrido durante a noite nas instalações das Nações Unidas de proteção de civis na área sul-sudanesa de Malakal.

O balanço preliminar da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, foi divulgado esta quinta-feira, condenando vigorosamente a violência que se estendeu até as primeiras horas da manhã.

Armas

Os confrontos envolveram jovens das comunidades Shilluk e Dinka que usaram armas de pequeno porte, machetes e outros instrumentos. A Unmiss frisou que o ataque a civis e a instalações da ONU pode ser considerado um crime de guerra.

O Conselho de Segurança realiza esta quinta-feira uma reunião à porta fechada para debater o Sudão do Sul.

Diálogo

A operação de paz apela a todas as comunidades que se abstenham da violência, restaurem a calma e resolvam as suas diferenças através do diálogo.

Para manter a ordem no local de proteção, a polícia da Unmiss interveio de imediato com gás lacrimogéneo para dispersar a multidão. A operação de paz declarou ainda que tenta acalmar a situação com as autoridades de Malakal.

Patrulhas

Por outro lado, as tropas da ONU aumentaram o perímetro de patrulhamento nas áreas próximas do complexo de proteção de civis, que acolhe mais de 47 mil pessoas.

Os feridos no ataque foram levados para uma clínica de uma ONG internacional.

A missão lembrou a todos os interessados, incluindo as forças de segurança, sobre o caráter civil do local e a inviolabilidade de bens das Nações Unidas e do seu pessoal bem como a dos civis protegidos no complexo da ONU.

No Sudão do Sul, mais de 198 mil pessoas estão abrigadas em seis bases da Unmiss em todo o território.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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