Chefe da OMS vai ao Brasil discutir surto de zika

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Margaret Chan visitará o país entre 22 e 24 de fevereiro e vai a Brasília e Recife; OMS publicou orientações para suprimento de sangue seguro durante surto do vírus; medidas serão revisadas e atualizadas regularmente.

Margaret Chan (direita) e Carissa Etienne (esquerda) em conferência de imprensa em Genebra. Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Margaret Chan, estará no Brasil na semana que vem, entre 22 e 24 de fevereiro para discutir o surto de zika.

Segundo a agência da ONU, ela será acompanhada pela diretora regional da OMS para as Américas, Carissa Etienne. Chan vai visitar Brasília e Recife, e se reunirá com especialistas que trabalham com o zika e doenças neurológicas.

Orientações

Nesta sexta-feira, a OMS, publicou orientações provisórias para autoridades sanitárias nacionais sobre a manutenção de suprimentos seguros e adequados de sangue durante surtos do vírus zika.

Segundo a agência da ONU, as orientações foram desenvolvidas "reconhecendo que a infecção com o zika pode apresentar um risco à segurança do sangue. Além disso, foi considerada também a declaração de que o vírus é uma emergência de saúde pública de preocupação internacional", feita em 1º de fevereiro.

Conhecimento Limitado

A OMS ressaltou que atualmente há "conhecimento limitado da biologia do vírus zika e falta de evidências definitivas de uma ligação entre a infecção e potenciais complicações.

Segundo a agência, as orientações serão revisadas e atualizadas regularmente.

Doação de Sangue

Entre as medidas mencionadas pela OMS está a de "garantir o suprimento de sangue reforçando a coleta em áreas não afetadas pelo surto".

Em áreas de transmissão ativa, a agência sugere que sejam consideradas medidas para reduzir o risco de propagação através da transfusão de sangue.

Entre as orientações estão o adiamento temporário, por um período de pelo menos 28 dias, de doações de pessoas com infecção recente confirmada pelo vírus zika ou com histórico clínico consistente com a doença.

Estão incluídos nesses casos parceiros sexuais de homens com infecção confirmada ou suspeita pelo zika nos últimos 3 meses.

A OMS quer também que o sangue seja testado para a presença do vírus zika e sugere, em alguns casos, a possível quarentena do material colhido se a contaminação for confirmada.

Estratégia de Resposta

Nesta semana, a OMS lançou uma estratégia de resposta e um plano de operações conjunto para combater o vírus zika.

O objetivo é orientar a resposta internacional contra a propagação do vírus e dos problemas neonatais e condições neurológicas, como a microcefalia e a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia.

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