Banco Mundial vai triplicar apoio ao Médio Oriente e Norte da África

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Investimento deve chegar a cerca de US$ 20 mil milhões nos próximos cinco anos; nova estratégia visa  responder às causas de instabilidade e promover medidas para reconstruir o relacionamento dos países com seus cidadãos.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou nesta quinta-feira que a instituição vai triplicar o seu compromisso com o Médio Oriente e o Norte da África nos próximos cinco anos.

O investimento, que deve chegar a aproximadamente US$ 20 mil milhões, será usado para responder às consequências causadas por conflitos e também para auxiliar na recuperação e reconstrução de países da região.

Objetivo

Essas iniciativas de financiamento fazem parte de uma nova estratégia do Banco Mundial na região do Médio Oriente e Norte da África. O objetivo é trabalhar com parceiros para responder às causas de instabilidade e promover medidas para reconstruir o relacionamento dos países com seus cidadãos, além de aumentar os mecanismos para cooperação regional.

Falando na conferência em prol da Síria e região, que decorreu na quinta-feira no Reino Unido, Kim disse que "é imperativo estar à altura do desafio da crise humanitária atual", e que isso deve ser feito "de forma a apoiar o desenvolvimento para as gerações futuras".

Para ajudar os países que estão a receber grandes números de refugiados, o Banco Mundial está a trabalhar em uma medida extraordinária para providenciar US$ 200 milhões em financiamento concessional.

Sacrifício

Essa quantia deve ser usada para incentivar a criação de trabalhos e ampliar o acesso à educação no Líbano e na Jordânia.

Segundo o presidente da instituição, "o mundo tem um grande débito com essas duas nações, que generosamente estão a ajudar os sírios mesmo isso tendo significado um grande sacrifício para sua população e suas economias".

Além desse apoio, o Banco Mundial, em parceria com o Banco de Desenvolvimento Islâmico e as Nações Unidas, participa de uma iniciativa para aumentar o financiamento disponível para a região.

Oportunidades de Trabalho

Um outro projeto ­– que inclui a instituição e a Corporação Financeira Internacional, e também o governo da Jordânia e o Departamento para Desenvolvimento Internacional do Reino Unido – visa dar mais oportunidades de trabalho aos refugiados. Para isso, o grupo pretende atrair investidores estrangeiros e apoiar a realocação de empresas sírias deslocadas.

Jim Yong Kim disse que eles "estão determinados que esses recursos serão aplicados de forma imediata e de longa duração para criar empregos, educar crianças e providenciar oportunidades económicas tanto para refugiados sírios quanto para seus anfitriões na Jordânia, no Líbano e na Turquia".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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