Após eleições, relatora de direitos humanos visita República Centro-Africana

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Marie-Thérèse Keita Bocoum ficará no país durante 10 dias a avaliar a situação; especialista da ONU destaca que segundo turno eleitoral foi passo importante para a democracia; viagem tem em vista fazer recomendações aos líderes.

Marie Thérèse Keita Bocoum. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A especialista independente das Nações Unidas sobre os direitos humanos na República Centro-Africana segue para o país em uma visita oficial. Marie-Thérèse Keita Bocoum chega na terça-feira e fica até o dia 10 de março.

O objetivo da relatora é analisar a situação de direitos humanos dias após a nação realizar a segunda volta das eleições presidenciais. Keita Bocoum congratula os centro-africanos pela participação pacífica no pleito e o candidato Faustin Archange Touadéra por sua vitória, de acordo com os resultados provisórios.

Democracia

A especialista da ONU afirmou que as eleições foram um passo importante rumo à democracia e espera que o acto leve a passos decisivos rumo à paz e ao Estado de direito.

Na República Centro-Africana, Marie-Thérèse Bocoum terá encontros com os futuros líderes do país, para informá-los sobre as recomendações feitas em seu último relatório sobre a situação dos direitos humanos.

Abusos

O objetivo da relatora é encorajar os governantes a implementarem tais recomendações  e os compromissos feitos no fórum nacional de Bangui. Durante a missão de 10 dias, Keita Bocoum  terá encontros com autoridades do governo, do legislativo e do judiciário e também com representantes da ONU e de ONGs.

No dia 3 de março, a relatora fará um discurso na abertura oficial do centro de pesquisa de direitos humanos e de governança democrática da Universidade de Bangui.

Keita Bocoum também quer saber da Missão da ONU no país, Minusca, e de embaixadas, quais medidas estão a ser tomadas para combater, prevenir e julgar responsáveis por casos de abuso sexual e de violência alegadamente cometidos por soldados de paz contra mulheres e crianças.

Outro objetivo da visita é ir à prisão central de Ngaragba e checar a situação dos detidos após uma fuga em massa ocorrida em setembro. A relatora apresentará suas observações  sobre a República Centro-Africana ao Conselho de Direitos Humanos no dia 21 de março.

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