África Central: ECA cita agronegócio como saída para crise do petróleo

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Produto é responsável por mais de um terço das receitas dos países da área; peritos buscam harmonizar e coordenar políticas económicas e sociais perante queda de preços petrolíferos.

De acordo com o FMI, o petróleo representa cerca de 70% das exportações dos países da Comunidade Económica e Monetária da África Central. Foto: Banco Mundial/Gennadiy Kolodkin

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Comissão Económica da ONU para África, ECA, reúne até esta sexta-feira especialistas de organizações regionais, banqueiros e agências da ONU em torno de soluções para a queda acentuada no preço do petróleo bruto.

Em Doula, nos Camarões, a diretora do ECA para a África Central disse que a industrialização com base em produtos, a diversificação e a transformação estrutural das várias economias são atualmente mais relevantes do que nunca.

Oportunidades

Emile Ahohe destacou o potencial oferecido pelo agronegócio aos mais de 80 participantes da Comissão Intergovernamental de Peritos da África Central.

Na região, o setor oferece oportunidades “não só para que haja um crescimento mais rápido e inclusivo, mas também para a criação de empregos em massa.”

De acordo com o FMI, o petróleo representa cerca de 70% das exportações dos países da Comunidade Económica e Monetária da África Central e mais de um terço das receitas fiscais.

Diversificação

Ao abrir o evento, o ministro camaronês da Economia, Planeamento e Desenvolvimento Regional, Yaouba Abdoulaye, pediu que seja capitalizada a diversificação económica transformando produtos agrícolas regionais.

A reunião que decorre sob o lema “Aproveitar o potencial agrícola da África Central para a segurança alimentar e transformação estrutural da sub-região” envolve temas de desenvolvimento. As recomendações devem harmonizar e coordenar as políticas económicas e sociais na região.

Yaouba Abdoulaye disse haver um cenário marcado pela contingência, que está a enfraquecer as economias locais.

A proposta para mitigar a contínua vulnerabilidade e a flutuação nos preços internacionais de matérias-primas é uma aposta na agricultura, que é por ele considerada um “verdadeiro fundamento do desenvolvimento da sub-região”.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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