Acnur e Unicef criam centros de abrigo para crianças refugiadas

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Objetivo das agências da ONU é aumentar a proteção para um número crescente de menores e suas famílias em movimento para chegar à Europa; locais vão fornecer serviços vitais para refugiados e migrantes.

Em fevereiro, 60% das pessoas que chegaram de barco em várias regiões do continente europeu eram mulheres e crianças. Foto: Unicef/Tomislav Georgiev

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e o Fundo para a Infância, Unicef, anunciaram a criação de 20 centros especiais para proteger crianças e famílias de migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa.

Segundo as agências da ONU, esses centros vão fornecer serviços vitais aos menores, área para que possam brincar, proteção e acompanhamento psicológico.

Crianças Desacompanhadas

O objetivo é apoiar famílias em condições vulneráveis que estão em movimento tentando chegar à Europa. O Acnur e o Unicef dão atenção particular às crianças que estão desacompanhadas ou que foram separadas de suas famílias durante a viagem.

As agências informaram que esses menores correm um risco maior de ficarem doentes ou de se tornarem vítimas de traumas, violência, exploração ou tráfico humano.

Os primeiros centros já estão em operação ou devem abrir em breve nas regiões de fronteira na Grécia, Macedônia, Sérvia, Croácia e Eslovênia. A ONU espera que todos os locais estejam em pleno funcionamento até junho.

O Acnur e o Unicef disseram que as mulheres e as crianças representam atualmente dois terços de todos os migrantes e refugiados que tentam cruzar a Europa.

Bem-Estar

Este mês, por exemplo, 60% das pessoas que chegaram de barco em várias regiões do continente europeu eram mulheres e crianças. Em setembro do ano passado, elas representavam apenas 27% do total.

O alto comissário assistente do Acnur, Volker Türk está preocupado com o bem-estar dos meninos e meninas viajam sozinhos pela Europa.

Segundo ele, muitas dessas crianças passaram por guerras e outras dificuldades durante a jornada desacompanhada.

Türk disse que os centros especiais vão ter um papel importante ao fornecer a proteção necessária num ambiente não familiar.

A coordenadora especial do Unicef para a crise de migrantes e refugiados, Marie-Pierre Poirier, afirmou que "a vida das crianças que estão em movimento virou de cabeça para baixo".

Segundo ela, os centros de abrigo vão fornecer a esses menores um certo nível de estabilidade e segurança.

As agências da ONU disseram que no ano passado, mais de 90 mil crianças desacompanhadas foram registradas e pediram asilo na Europa, a maioria na Alemanha e Suécia.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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