Unama condena ataques do Talebã que mataram 5 civis em Cabul

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Onda de atentados em áreas civis deixou 56 feridos; entre as vítimas estavam 10 crianças e nove mulheres; vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Afeganistão afirmou que perda de vidas, mutilação e medo generalizado são "consequências reais de ataques suicidas em áreas urbanas".

Vista aérea de Cabul, Afeganistão. Foto: Unama/Ari Gaitanis

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, condenou a onda de bombardeios em áreas civis em Cabul pelo Talebã nos primeiros dias no novo ano.

O grupo assumiu a responsabilidade por três diferentes ataques suicidas usando explosivos improvisados na capital afegã entre 1º e 4 de janeiro. As ações mataram cinco pessoas e deixaram pelo menos 56 feridas.

Crianças

As vítimas foram mortas ou feridas enquanto faziam atividades cotidianas em suas casas, restaurantes, lojas, escritórios ou em ruas movimentadas.

Entre elas estavam 10 crianças e nove mulheres. Quatro funcionários civis da ONU também ficaram feridos.

Medo

O vice-representante especial do secretário-geral no Afeganistão e chefe em exercício da Unama, afirmou que o uso de explosivos em áreas civis continua a causar "danos extremos" a mulheres, crianças e homens afegãos.

Mark Bowden ressaltou ainda que a "perda de vida, mutilação, destruição de casas, negócios e propriedades e medo generalizado" são "consequências reais de ataques suicidas em áreas urbanas".

Ano Novo

Segundo a Missão da ONU, no 1º dia do ano, o Talebã atacou um restaurante, matando dois civis e ferindo 18. Na segunda-feira, dois ataques suicidas realizados pelo grupo em local próximo ao Aeroporto Internacional de Cabul mataram três civis e deixaram 38 feridos.

O segundo ataque da segunda-feira ocorreu em uma área densamente populada, destruindo ou danificando mais de 80 residências e lojas.

Houve ainda uma bomba magnética presa a um carro que explodiu na noite de terça-feira na área de Wazir Akbar Khan, na capital afegã.

Lei Internacional

A lei humanitária internacional proibe explicitamente ataques a civis e exige que todas as partes cumpram suas obrigações legais para evitar danos a civis.

Segundo a Unama, os ataques ocorreram em momento em que muitas afegãos tinham esperança de uma retomada do diálogo para paz no país.

A Missão da ONU ofereceu condolências às famílias dos que morreram nos incidentes e deseja pronta recuperação aos feridos.

Em fevereiro, a Unama vai divulgar seu relatório anual sobre vítimas civis no Afeganistão em relação ao ano de 2015.

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