Síria: Ocha cita "catástrofe humanitária" em conflito "brutal e selvagem"

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Subsecretário-geral da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários destacou "oportunidade genuína" gerada pelo processo político; em seu discurso, a chefe do PMA citou o escritor brasileiro Paulo Coelho e "implorou assistência" do órgão.

Refugiados sírios fugindo de combates perto da cidade de Kobani. Foto: Acnur/I. Prickett

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança se reuniu nesta quarta-feira pela terceira vez neste mês sobre a situação na Síria.

Em seu discurso, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários mencionou uma "catástrofe humanitária" e que disse que "por mais de longos cinco anos" a população síria tem suportado um dos "conflitos mais brutais e selvagens" do século 21.

Necessidade Extrema

Para Sthepen O'Brien, os "fatos falam por si". Ele citou "mais de 250 mil mortos, mais de 1 milhão de feridos, 6,5 milhões de deslocados internos e quase 4,6 milhões de refugiados."

O subsecretário-geral, que também é chefe do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, disse ainda que a maioria da população restante, cerca de 13,5 milhões de pessoas, passa por uma "extrema necessidade de assistência humanitária".

Processo Político

O'Brien destacou as conversações que devem começar esta semana, lideradas pelo enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

O chefe do Ocha defendeu o apoio de todos aos "incansáveis esforços" do representante da ONU para, segundo ele, "encontrar uma solução política para esta tragédia vergonhosa".

Fome

O'Brien disse ainda que este processo político oferece uma oportunidade genuína para a comunidade internacional se unir e buscar soluções que reduzam o sofrimento e acabem com o conflito e destacou que essa oportunidade "não pode ser perdida".

Já a chefe do Programa Mundial de Alimentos, PMA, lembrou que há dez meses relatou ao órgão a "grave preocupação" da agência com o "aprofundamento da crise humanitária no país" e a piora da situação em áreas sitiadas levando "não só ao desespero, mas desnutrição, fome e morte".

Responsabilidade

Nesta quarta-feira, Ertharin Cousin afirmou que não apenas reitera o pedido de ajuda, mas "implora" a assistência do Conselho de Seguraça.

Ela ressaltou a "responsabilidade de garantir" que as decisões tomadas na sala do órgão se tornem uma realidade no terreno.

Paulo Coelho

Em seu discurso, Cousin citou o escritor Paulo Coelho ao dizer que "o mundo muda com seu exemplo, não com sua opinião".

Na terça-feira, em Genebra, representantes das Nações Unidas fizeram um apelo às partes em conflito na Síria que interrompam os combates e permitam acesso aos trabalhadores humanitários.

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