ONU marca saída da presidência angolana do Processo Kimberley

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Resolução aprovada esta sexta-feira aborda requisitos básicos para venda de diamantes entre países através da internet; Angola promoveu o início do mecanismo para certificar o recurso no ano 2000.

Reunião decorreu na Asembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola fechou a presidência do Processo Kimberley para certificar diamantes com o que chama “grande contribuição para estabelecer a paz e estabilidade” para desencorajar o comércio do produto para alimentar conflitos.

Uma resolução sobre o tema foi aprovada esta sexta-feira em Nova Iorque, e saúda propostas de um sistema internacional em bruto que vai servir de base adequada para um controlo internacional.

Mecanismo

Em Nova Iorque, a Rádio ONU conversou com o presidente-cessante  do Processo Kimberley. Bernardo Francisco Campos esteve à frente do mecanismo em 2015.

“Acreditamos que isto fica mais uma vez nos anais da história como uma valiosa contribuição da República de Angola para as ideias que movimentam o mundo e constituem os pilares para a paz e estabilidade mundial.”

Diamantes de Angola

Na sessão realizada na Assembleia Geral participou igualmente o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola, Endiama, António Sumbula.

“Foi comovente e gratificante vermos a presidência de Angola no processo de Kimberley a encerrar com chave de ouro na medida em que acabamos de ver agora aqui nas Nações Unidas o mundo a reconhecer que sua Excelência o presidente José Eduardo dos Santos, que há cerca de 15 anos traçou a estratégia para fazer que haja o processo de Kimberley que hoje está a evitar que as guerras com base em diamantes grassem pelo mundo.”

Certificação

A resolução reconhece que a proposta de um esquema internacional de certificação pode ajudar a garantir a execução efetiva das resoluções do Conselho de Segurança sobre o assunto “com sanções sobre o comércio” do recurso em conflitos.

O documento também defende o aumento da transparência e da precisão dos dados estatísticos e promove requisitos básicos para as vendas entre países através da internet.

Cidade Sul-africana

Foi sob a iniciativa de Angola que o Processo Kimberley teve início no ano de 2000 na cidade sul-africana com o mesmo nome.

As autoridades de Luanda disseram tratar-se de uma reação a campanhas de organizações não-governamentais que deram visibilidade ao uso de diamantes em conflitos numa situação que era de combate.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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