Portugal destaca “progressos enormes” após primeira assembleia geral da ONU

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Embaixador português junto às Nações Unidas aponta desenvolvimento e direitos humanos como áreas mais notáveis; Álvaro Mendonça e Moura apela o órgão a manter o seu papel central em ano em que prevê “um papel ativo” da Assembleia Geral.

Álvaro Mendonça e Moura disse que é essencial que a Assembleia Geral mantenha o seu papel central.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Há 70 anos a primeira reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas foi aberta em Londres com 51 nações, que na época representavam quatro quintos da população global.

Na celebração do evento, esta segunda-feira em Nova Iorque, o embaixador de Portugal junto às Nações Unidas disse que a comunidade internacional deve ter o seu foco nos avanços alcançados.

Guerras

“Ainda agora aqui foi dito que há 70 anos somente quatro países africanos estavam presentes. Hoje, temos aqui um numerosíssimo grupo africano nas Nações Unidas. Isto é um progresso enorme. Nós falamos muitas vezes, e com razão, nas questões que as Nações Unidas não têm conseguido resolver nas várias guerras que vemos acontecer no Médio Oriente e na Síria.”

Portugal está há seis décadas como Estado-membro da ONU. O diplomata revelou que a aposta é manter ativo o papel português na Assembleia Geral e realçar a importância da organização.

Os maiores avanços apontados pelo diplomata foram nas áreas de desenvolvimento económico e dos direitos humanos.

Caminho

“Na parte dos direitos humanos, nós não podemos pensar nos países que têm hoje problemas mas temos que pensar naqueles que fizeram progressos enormes. Esta é uma ocasião de relembrar o caminho percorrido, mas também de pensamos no que ainda temos de percorrer. No ano passado, a nível multilateral, deram-se ao meu ver três grandes passos: A Agenda 2030 sobre Desenvolvimento Sustentável,  o Acordo de Adis Abeba sobre o Financiamento do Desenvolvimento e o Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas.”

Um dos momentos mais altos da presença portuguesa na Assembleia Geral foi na sua 50ª sessão, quando o antigo ministro das Relações Exteriores de Portugal Diogo Freitas do Amaral foi escolhido para presidir o órgão em 1995.

Papel Ativo

Mendonça e Moura disse que a história da Assembleia Geral realça o facto de todos os países estarem “em pé de igualdade”.

O diplomata português afirmou que, em conjunto, estes têm discutido como “tornar mais efetivo” o principal órgão deliberativo da organização. Para 2016, o embaixador declarou que a Assembleia Geral terá um papel ativo na “procura e na escolha” do novo do secretário-geral.

Perante as diferenças dos países, quanto aos níveis de desenvolvimento e às suas preocupações, Mendonça e Moura disse que é essencial que o órgão mantenha o seu papel central.

O embaixador  mencionou como um marco para este ano a abertura à assinatura dos países do Acordo de Paris sobre Alterações Climáticas em finais de abril em Nova Iorque.

Leia Mais:

 ONU 70: Sete décadas de Assembleia Geral

Confira todas as entrevistas e reportagens sobre os 70 anos da ONU na página especial. 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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