ONU revela novas alegações de abuso sexual na República Centro-Africana

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Missão das Nações Unidas no país investiga os acontecimentos; Unicef visitou quatro supostas vítimas menores; brigada conjunta de identificar autores dos delitos e impedir novos casos.

Foto: Minusca

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

As Nações Unidas investigam novas alegações de abuso e exploração sexual incluindo má conduta das suas tropas e de forças internacionais em Bangui, na República Centro-Africana. O processo é levado a cabo pela Missão da ONU no país, Minusca.

O porta-voz do secretário-geral citou o representante de Ban Ki-moon na República Centro-Africana a dar conta de discussões com o alto comissário para os Direitos Humanos sobre ações conjuntas para o reforço das capacidades para combater os atos.

Forças Envolvidas

Falando a jornalistas, esta terça-feira, em Nova Iorque, Stephane Dujarric disse que está em curso uma missão para investigar o assunto. O porta-voz afirmou ainda que as autoridades de Bangui já foram informadas bem como os países que contribuíram com as forças envolvidas, em Nova Iorque.

Entre as medidas a serem tomadas, a Minusca prevê a criação de uma brigada conjunta entre as forças e a polícia para identificar os autores do tipo de delitos e impedir novos casos.

A Minusca destaca ainda a necessidade de patrulhas em campos de deslocados em colaboração com as forças de segurança internas centro-africanas. A operação de paz reiterou o seu compromisso de proteger aos denunciantes.

Tolerância Zero

Esta terça-feira, o representante do secretário-geral no país, Parfait Onanga-Anyanga e o comandante das forças de Paz da ONU reuniram-se com membros da força militar e da polícia da organização em Bangui.

Na nota, Onanga -Anyanga reiterou o seu firme compromisso com a Política de Tolerância Zero do secretário-geral e lembrou que “não haverá complacência para os autores ou cúmplices” de tais crimes.

Para o enviado, tais ações “traumatizam as pessoas vulneráveis e mancham a identidade dos capacetes azuis, a honra do seu país e a bandeira das Nações Unidas.”

Onanga-Anyanga  pediu aos países das tropas envolvidas que levem a cabo os seus próprios processos de investigação imediatamente. O Escritório da ONU de Serviços de Supervisão Interna será envolvido nas ações conforme o caso.

Crianças

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, fez visitas a quatro supostas vítimas menores na semana passada.

A agência trabalha com um parceiro local para ajudar as meninas a ter atendimento médico e avalia as suas necessidades psicossociais.  De acordo com a Minusca, as meninas receberam roupas, sapatos e kits de higiene.

O chefe da operação de paz disse que todo o pessoal e as unidades internacionais deverão prestar contas pelos “mais altos padrões de comportamento e de conduta”.

Onanga-Anyanga  reitera que “não há lugar nas forças de manutenção da paz das Nações Unidas para os que traem a confiança das pessoas” para as quais se deve ajudar no país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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