ONU: não haverá descanso até que casos de abusos "cheguem a zero"

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Declaração foi feita pelo secretário-geral assistente sobre alegações de exploração sexual em operações de paz da ONU; Anthony Banbury afirmou que lista inclui militares de Bangladesh, Marrocos, Níger, República Democrática do Congo e do Senegal.

Anthony Banbury. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral assistente da ONU, Anthony Banbury, divulgou o nome de cinco países com forças de paz envolvidas em alegações de abuso e exploração sexual na República Centro-Africana

A lista inclui militares de Bangladesh, Marrocos, Níger e República Democrática do Congo além de policiais do Senegal.

Relatório

Falando a jornalistas nesta sexta-feira na sede da organização, em Nova York, Anthony Banbury afirmou que todos os países envolvidos serão identificados a partir da divulgação de um relatório em fevereiro.

Ele declarou que não haverá descanso "até que o número de casos e vítimas chegue a zero" e afirmou que as Nações Unidas estão com uma "abordagem proativa" de combate a supostos casos de exploração e abuso sexual.

Ultraje

Visivelmente emocionado, Banbury afirmou ser "difícil imaginar o ultraje sentido por aqueles que trabalham para as Nações Unidas e pelas causas de paz e segurança quando este tipo de alegação vem à tona".

O secretário-geral assistente declarou ainda que a ONU está fazendo "todo o possível" para ajudar as vítimas, levar os responsáveis à justiça, prestar contas dos crimes e evitar que tais casos ocorram novamente.

Transparência

Ele mencionou a criação de um fundo de assistência às vítimas e saudou os esforços do representante especial do secretário-geral da ONU na República Centro-Africana, Parfait Onanga-Anyanga.

Banbury afirmou que como parte de um compromisso com transparência, o chefe da ONU decidiu pela identificação dos países cujos contingentes estejam envolvidos com alegações.

Obrigação Moral

Banbury declarou que "todos os funcionários das Nações Unidas" têm a responsabilidade de combater casos de abuso e de exploração sexual.

De acordo com o secretário-geral assistente, se tiverem conhecimento, os funcionários da organização são "obrigados" a levar informações "sobre esse tipo de crime" às autoridades apropriadas da ONU.

Ele afirmou que não fazer isso é uma "ofensa grave" dentro da organização e, em sua visão, um "crime moral".

Tolerância Zero

Banbury falou sobre as iniciativas do secretário-geral para combater casos de exploração e abuso sexual nas operações de paz da ONU e destacou três principais pontos das ações: prevenção, resposta e prestação de contas e assistência às vítimas.

Ele lembrou a política de "tolerância zero" do chefe da ONU e disse que as iniciativas têm tido impacto.

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