ONU deplora ataque a restaurante que matou mais de 20 na Somália

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Pelo menos 17 pessoas teriam ficado feridas na ação suicida em Mogadíscio; ministra somali disse que fragilidade causada pelos ataques terroristas é o maior obstáculo para proteger direitos humanos.

Michael Keating. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral para a Somália condena “nos termos mais fortes possíveis” o ataque a um restaurante popular, que esta quinta-feira provocou pelo menos 20 mortos em Mogadíscio.

A nota de Michael Keating destaca que civis somalis foram vítimas do ato, e que incluem participantes numa festa de casamento e numa cerimónia de graduação.

Milícias al-Shabaab

Agências de notícias indicam ter havido pelo menos 17 feridos no incidente levado a cabo por um suicida.

A ONU refere que o ataque foi reivindicado por um porta-voz das milícias al-Shabaab e que os mortos incluem uma grávida e uma criança pequena.

O enviado disse que tal atrocidade do al-Shabaab teve a “intenção muito deliberada de intimidar civis somalis”. Além de manifestar a sua solidariedade com as vítimas, ele disse que tais “ações ultrajantes não devem prejudicar os esforços para restabelecer a paz e a estabilidade” no país do Corno de África.

Ataques Terroristas

Entretanto, a situação de fragilidade causada pelos ataques terroristas foi esta sexta-feira apontada pelas autoridades somalis como o “obstáculo mais significativo para proteção dos direitos humanos”.

Em Genebra, o Governo Federal da Somália apresentou o seu informe na Revisão Periódica Universal do Conselho dos Direitos Humanos. A ministra somali da Mulher e dos Direitos Humanos, Zahra Ali Samantar, disse que 24 juízes foram mortos nos últimos três anos.

Assassinatos

O outro desafio para as autoridades são os casos de assassinato dos seus funcionários e jornalistas.

Em relação aos profissionais de informação, a ministra disse que o Gabinete do Procurador tomou medidas para evitar que os autores fiquem impunes e gozem de liberdade.

Ele destacou que estão a ser reforçadas as instituições jurídicas e judiciárias somalis com o aumento de funcionários com capacitação formal.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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