ONU condena expulsão de chefe de Direitos Humanos do Iêmen

Ouvir /

Secretário-geral afirmou que funcionários das Nações Unidas não devem ser ameaçados ou punidos por realizarem seu trabalho; alto comissário de Direitos Humanos pediu ao governo iemenita que reverta decisão.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a decisão do governo do Iêmen de expulsar o representante de direitos humanos da organização em serviço no país.

Segundo Ban, nenhum funcionário das Nações Unidas deve ser ameaçado ou punido por realizar seu trabalho, que tem como base a Carta da ONU.

Profunda Preocupação

Ele demonstrou "profunda preocupação" também com a segurança dos outros funcionários nacionais e estrangeiros da organização que estão participando de operações humanitárias na região.

Ban disse que "a população iemenita tem sofrido graves violações dos direitos humanos". O chefe da ONU disse que o escritório de direitos humanos no Iêmen está ajudando a documentar essas violações e a promover e proteger os direitos dos iemenitas.

Ao mesmo tempo, o escritório trabalha para fortalecer o sistema judiciário e a prestação de contas dos crimes cometidos.

Agências de notícias citaram o ministro das Relações Exteriores do Iêmen dizendo que o chefe do escritório de direitos humanos no país não estava sendo "imparcial" ao avaliar a situação.

Injustificável

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu ao governo iemenita que reverta a decisão de expulsar o funcionário da agência.

Segundo ele, a medida "é injustificável, contra produtiva e prejudica a reputação do governo e dos parceiros da coalizão".

Zeid disse que o trabalho do escritório da agência no país não é "informar as violações cometidas por um lado e ignorar a outra parte".

O alto comissário declarou que "infelizmente os dois lados claramente cometeram violações dos direitos humanos, que resultaram na morte de 2,8 mil civis nos últimos nove meses".

Zeid disse que o "papel da ONU é focalizar nos direitos humanos e na proteção da população civil e não na política".

Saúde

A Organização Mundial da Saúde pediu a todos os lados do conflito que permitam acesso imediato e incondicional da agência a todos os que precisam de ajuda.

A OMS disse que mais de 250 mil pessoas estão sitiadas na cidade de Taiz desde novembro e os comboios de ajuda humanitária levando remédios e outros suprimentos médicos não têm permissão para entrar.

Segundo a agência da ONU, "em tempos de crise, é vital que os hospitais e clínicas continuem operando e fornecendo cuidado médico à população".

Em Taiz, por exemplo, os seis hospitais da cidade estão trabalhando além da capacidade para atender os feridos e foram forçados a suspender parcialmente os serviços.

Em dezembro, a OMS conseguiu entregar mais de 10 toneladas de remédios e outros produtos médicos para atender 1,2 milhão dos 3 milhões de habitantes da cidade.

Segundo a organização, deste total, quase 400 mil estão deslocados e necessitam urgentemente de ajuda humanitária.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed está tentando alcançar um acordo de paz entre todas as facções do conflito.

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031