ONU alerta para número alarmante de mortos no Iraque

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Relatório mostra que conflito no país causou a morte de mais de 18 mil civis e deixou mais de 36 mil feridos; documento foi preparado pela Missão das Nações Unidas no país, Unami, e pelo escritório do Alto Comissariado para Direitos Humanos.

O alto comissário para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório da ONU alerta que o número de civis mortos por causa do conflito no Iraque chegou a 18.802 entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de outubro de 2015.

O documento preparado pela Missão da ONU no país, Unami, e pelo escritório do Alto Comissariado para Direitos Humanos mostrou ainda que os feridos foram 36.245 durante o mesmo período.

Número Real

As autoridades disseram que 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas há dois anos, incluindo mais de 1 milhão de crianças.

O relatório também mostra que do total de mortes, mais de 3,8 mil foram registradas entre maio e outubro do ano passado. Mas o documento diz que o número real pode ser muito mais alto do que o divulgado.

As autoridades declararam que aproximadamente metade dos óbitos aconteceu em Bagdá, a capital.

O alto comissário para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu uma ação urgente para combater "a impunidade que os responsáveis pela violência estão aproveitando".

Isil

Segundo a Unami e o escritório de Direitos Humanos, "o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, continua cometendo violência e abusos sistemáticos e generalizados" que representam uma violação da lei internacional de direitos humanos e da lei humanitária.

O relatório afirma que "essas ações podem ser consideradas crimes de guerra, crimes contra a humanidade e possivelmente genocídio".

O documento cita ainda que o Isil matou e sequestrou uma grande quantidade de civis na região. Entre as vítimas estavam pessoas contrárias à ideologia e ao comando do grupo como também pessoas associadas ao governo.

Na lista estão ainda profissionais como advogados, médicos, jornalistas e líderes religiosos.

O relatório mostra vários exemplos de execuções públicas feitas pelo Isil, incluindo decapitações e queima de pessoas. Outro método usado pelos extremistas é o de jogar as pessoas do alto de edifícios.

Tribunais

Os tribunais criados pelo Isil também determinam punições como apedrejamento ou amputações dos prisioneiros.

O documento diz que na cidade de Mosul, entre 800 e 900 crianças foram sequestradas pelo grupo para educação religiosa e treinamento militar. O Isil continua cometendo violência sexual contra mulheres e crianças, que são usadas como escravas sexuais.

O relatório mostrou ainda alegadas violações e abusos dos direitos humanos cometidos pelas forças de segurança iraquianas e forças associadas, incluindo milícias, tropas tribais e grupos de mobilização popular.

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