OMS confirma segundo caso de ébola na Serra Leoa

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Agência revelou que paciente recebe tratamento; sintomas começaram a manifestar-se na quarta-feira; entidade destaca que descoberta demonstra que é importante identificar rapidamente os contactos de alto risco.

Foto: OMS/P. Haughton

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou esta quinta-feira uma segunda doente que testou positivo para o vírus de ébola na Serra Leoa.

Trata-se da tia de uma paciente anunciada no princípio do mês. Ela prestou cuidados primários à jovem doente. O novo caso está atualmente a ser tratado.

Pacientes

A diretora para Doenças Transmissíveis do Escritório Regional da OMS para África, Magda Robalo, disse à Rádio ONU, de Brazzaville, que eram esperados mais pacientes com o vírus. Cerca de 150 pessoas estão a ser acompanhadas na Serra Leoa.

“Este caso acontece na sequência de um outro caso notificado no dia 14 de janeiro. Infelizmente estávamos à espera que eventualmente aparecessem mais casos uma vez que no caso inicial da senhora de 22 anos que faleceu no dia 12 de janeiro cujo resultado foi positivo para a doença de ébola, a investigação demonstrou que de facto um elevado número de pessoas que teriam estado em contacto direto com essa pessoa.”

Sintomas

A Serra Leoa cumpre os 90 dias de vigilância reforçada depois de ter sido declarada livre da transmissão de ébola a 7 de novembro de 2015.

Desde o início da epidemia, há dois anos, 28,5 mil pessoas ficaram doentes e mais de 11,3 mil perderam a vida na Guiné Conacri, na Libéria e na Serra Leoa.

A segunda paciente começou a desenvolver os sintomas do ébola na segunda-feira enquanto era controlada numa instalação de quarentena. Para a agência das Nações Unidas, o novo caso ressalta a importância de identificar rapidamente os contactos de alto risco.

Transmissão

A OMS declara que efetivamente o acompanhamento de uma única cadeia de transmissão significa encontrar cada pessoa que tenha estado em contacto com um indivíduo infetado ou que tenha morrido de ébola.

A agência reafirmou que é necessário controlar essas pessoas de perto e transferi-las para uma instalação de tratamento se desenvolverem os sintomas da doença.

Em relação ao caso mais recente, a agência destaca que tudo isso aconteceu numa “demonstração concreta do reforço da capacidade do governo de gerir surtos de doenças”.

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