OMS alerta que mundo atingiu níveis alarmantes de obesidade infantil

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Relatório mostra que pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estão acima do peso ou são obesas; agência da ONU fez recomendações para que governos possam reverter a tendência de aumento.

Os números no continente africano quase dobraram desde 1990, de 5,4 milhões para 10,3 milhões. Foto: PMA/Chris Terry

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde alertou que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo.

O relatório da Comissão para Acabar com a Obesidade Infantil mostrou que pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco ano estão acima do peso ou são obesas.

Ásia e África

Segundo o documento, o maior aumento de casos foi registrado em países de baixa e média rendas onde o número de crianças obesas mais do que dobrou entre 1990 e 2014, passando de 7,5 milhões para 15,5 milhões.

Em 2014, por exemplo, 48% das crianças menores de cinco anos e que estavam acima do peso ou obesas, viviam na Ásia e 25% na África. Os números no continente africano quase dobraram desde 1990, de 5,4 milhões para 10,3 milhões.

A Comissão fez seis recomendações para combater o problema. O relatório quer que os governos implementem programas que promovam o consumo de alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, reduzam o consumo de comidas consideradas pouco saudáveis e de bebidas com alto teor de açúcar.

Os especialistas citam a implementação de impostos sobre as bebidas açucaradas e proibir o marketing de alimentos não saudáveis.

Atividade Física

Além disso, o relatório pede a criação de programas que incentivem atividade física e reduzam o sedentarismo entre crianças e adolescentes. Mais de 80% dos adolescentes não cumprem a recomendação de 60 minutos de atividade fisíca diária.

A OMS quer fortalecer e integrar as ações de prevenção de doenças crônicas com um guia sobre cuidados pré-natal. O objetivo é reduzir o risco de obesidade infantil ao se evitar várias complicações durante a gravidez.

O relatório diz que os governos devem guiar e apoiar dietas saudáveis, atividades físicas na infância e promover hábitos saudáveis.

Ainda na lista de recomendações, a OMS pede a implementação de programas que promovam ambientes escolares saudáveis e que forneçam informações sobre saúde e nutrição.

Controle

O relatório pede também a criação de serviços familiares para o controle de peso de crianças e adolescentes que são obesos.

A Organização Mundial da Saúde identifica ações que devem ser tomadas por outros setores para acabar com a obesidade infantil.

A agência pede a ONGs e ao setor privado que adotem medidas para melhorar o meio ambiente e para apoiar a produção de alimentos e bebidas que contribuam para uma dieta saudável.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE MARÇO DE 2017
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