OIM regista "janeiro com mais mortos" no Mar Mediterrâneo

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Agência anunciou que pelo menos 113 pessoas perderam a vida até quinta-feira; Itália recebeu 37 mil novos migrantes e refugiados; número é 10 vezes superior ao registado no primeiro mês de 2015.

Migrantes são resgatados pela Guarda Costeira da Itália. Foto: OIM/Francesco Malavolta

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou esta sexta-feira que este já é o janeiro que registou mais mortes de migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo.

Pelo menos 113 pessoas perderam a vida até quinta-feira, um número que ultrapassa as 94 pessoas que correspondem a soma dos dois passados meses de janeiro. Pelo menos 82 pessoas morreram no primeiro mês de 2015 e 19 em janeiro de 2014.

Grécia, Balcãs e África

A mais de uma semana do fim do mês, 37 mil migrantes e refugiados chegaram à Itália. O total é cerca de 10 vezes maior que o registado até ao período do ano passado. Mas para a Grécia e para os Balcãs o aumento é mais de 20 vezes superior.

Este ano,  a rota entre a Líbia e a Itália registou dois naufrágios. Na chamada Rota Central, que liga o norte de África à ilha italiana da Sicília, a OIM registou 18 desaparecidos ou afogados em 2016.

Esse número faz subir para 2.910 o total de pessoas de paradeiro desconhecido desde janeiro de 2015.

Dois Naufrágios

A representação da agência em Atenas relatou dois naufrágios no Mar Egeu onde pelo menos 15 pessoas perderam a vida na quinta-feira. Pelo menos 55 migrantes caíram em área rochosa ao largo das ilhas Farmakonisi.

Uma operação de busca foi lançada pela Guarda Costeira Helénica e recuperou seis crianças e uma mulher. Na ação, foram resgatados 48 migrantes.

Corpos de Menores

O outro incidente ocorreu ao largo da Ilha de Kalolimnos onde a guarda costeira salvou 26 migrantes. Foram descobertos oito corpos que incluem de dois menores. Não se conhece o número de desaparecidos, mas estimativas indicam que entre 70 a 100 migrantes estaria a bordo.

Nas águas entre a Turquia e a Grécia são registadas mortes diárias. O total de 95 óbitos recentes faz subir para 900 o número de mortes que foram verificadas desde o início de 2015 na chamada rota do Mediterrâneo Oriental.

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