Ocha: cerco e fome são usados como arma de guerra na Síria

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Secretária-geral assistente para Assuntos Humanitários fez o alerta em pronunciamento no Conselho de Segurança; Kyung-Wha Kang afirmou que maioria dos pedidos feitos pelo Ocha não foi atendido e os sírios continuam vivendo um "pesadelo".

Kyung-Wha Kang. Foto: ONU/Manuel Elías

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A secretária-geral assistente para Assuntos Humanitários, Kyung-Wha Kang, afirmou que "cerco e fome são usados como armas de guerra de forma rotineira e sistemática na Síria, com consequências devastadoras para os civis".

Falando ao Conselho de Segurança, esta sexta-feira, Kang declarou que "um cerco que impede o acesso das pessoas à ajuda básica necessária para sobreviver é ilegal, inaceitável e sem consciência".

Razão

Segundo ela, "não há razão, explicação ou desculpa para impedir que a ajuda humanitária chegue às pessoas que estão passando necessidades". A secretária-geral assistente disse que isso representa uma grave violação da lei internacional e deve acabar imediatamente.

Kyung-Wha, que também é vice-chefe do Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, afirmou que nos últimos quatro anos a comunidade humanitária alertou diversas vezes sobre o impacto do conflito sírio na população civil.

Ela disse que "os pedidos feitos pelo grupo não receberam resposta e a população síria continua vivendo um pesadelo ditado por um conflito que respeita poucas regras e não obedece a nenhuma lei".

Madaya

Kang declarou que recentemente, a cidade de Madaya chocou a consciência mundial com as imagens de pessoas desnutridas e passando fome.

Ela explicou que ao sitiar uma cidade ou um vilarejo, as partes envolvidas no conflito acabam lançando uma guerra contra a população civil mostrando uma indiferença por suas vidas, saúde e bem-estar.

Kang deixou claro que a responsabilidade pelo sofrimento cabe ao grupo que está mantendo o cerco.

Ações Abomináveis

A representante da ONU citou o secretário-geral, Ban Ki-moon,  dizendo que todos os lados, incluindo o governo sírio, estão cometendo ações abomináveis proibidas perante a lei humanitária internacional.

Segundo ela, a situação em Madaya não é única. Aproximadamente 400 mil pessoas na Síria estão presas em áreas sitiadas por várias partes envolvidas no conflito.

A ONU calcula que 4,5 milhões de pessoas na Síria vivem em regiões de difícil alcance e estão sujeitas a várias formas de restrição de movimento.

Kang afirmou que em 2015, as Nações Unidas e parceiros conseguiram entregar alimentos para mais de 6 milhões de pessoas por todo o país, todos os meses. Mais de 8 milhões receberam água potável.

Ela repetiu o pedido feito pelo subsecretário-geral, Stephen O'Brien, feito ao Conselho de Segurança na segunda-feira.

Kang disse que todos os lados devem colocar suas diferenças de lado e trabalhar por uma solução pacífica para a Síria.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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