Novo chefe do Acnur destaca atenção a países com muitos refugiados

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Para Filippo Grandi, estas são as nações que "mais precisam" da ajuda da agência; alto comissário quer ressaltar situações em que repatriação voluntária é possível; falando a jornalistas, ele mencionou questão de financiamento e falou de países como Afeganistão, Colômbia, Síria, Sudão do Sul entre outros.

Filippo Grandi. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O novo chefe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou  esta quinta-feira que pretende dar muita atenção a países que "abrigam grande número de refugiados".

Segundo Filippo Grandi, essas são as nações que "mais precisam" da ajuda da agência.

Síria

Ele ressaltou "não estar falando apenas dos sírios,  mas de muitas outras situações de refugiados", citando outro país da região, o Iêmen, e também regiões como a África, o Sudeste Asiático e a América Central.

Falando a jornalistas em Genebra, Grandi afirmou que os países que estão "na linha de frente são os que têm a maior carga" e "precisam de atenção".

Recursos

Para o alto comissário, isso significa que é preciso continuar pressionando doadores por mais recursos.

Filippo Grandi assumiu o comando do Acnur em 4 de janeiro. Ele declarou aos jornalistas que, segundo seu predecessor, António Guterres, a situação financeira havia melhorado porque "com refugiados chegando à Europa houve maior conscientização sobre a questão".

Europa

No entanto, Grandi afirmou que é "preciso continuar pedindo mais recursos aos doadores" e mencionou uma nova conferência em relação à crise na Síria, em fevereiro.

Para o alto comissário, esta "não é apenas uma questão de dinheiro, mas de compartilhar de forma mais equitativa esta carga".

Repatriação Voluntária

Segundo Grandi, é preciso ainda pensar que em algumas situações o "retorno voluntário" é possível e disse que, em seu mandato, pretende destacar estas situações.

Ele mencionou exemplos de refugiados da Libéria na Côte D'Ivoire, ou Costa do Marfim, e citou "otimismo" com as negociações de paz na Colômbia.

Grandi falou aos jornalistas que "trabalhou com refugiados a vida toda", que está voltando ao Acnur depois de 12 anos e destacou o número atual de pessoas afetadas por deslocamento forçado: 60 milhões.

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