Mulheres refugiadas correm mais risco de violência sexual na Europa

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Alerta foi feito em comunicado conjunto pelo Acnur, Unfpa e pela Comissão de Mulheres Refugiadas; agências afirmam que mulheres e meninas que viajam sozinhas são as maiores vítimas.

Uma média de 2 mil pessoas chegam à Europa todos os dias. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório conjunto preparado por agências da ONU e parceiros alerta que as mulheres refugiadas em caminho pela Europa correm risco de sofrer violência sexual e de gênero.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, o Fundo de Populações, Unfpa, e a Comissão de Mulheres Refugiadas, WRC, parceira da ONU, citaram o caso de um mulher que fugiu da África em direção à Grécia.

Recomendações

Durante a viagem, ela foi forçada a manter relações sexuais duas vezes: uma para conseguir entrar no barco e a outra para conseguir passaporte falso.

O relatório recomenda que os governos e agências europeias criem um sistema coordenado de resposta através das fronteiras para proteger mulheres e meninas.

Eles devem treinar equipes capazes de identificar e prevenir esse tipo de crime. As autoridades devem fornecer também meios de proteção legal, especialmente para mulheres e crianças vítimas de violência sexual.

Apesar do inverno rigoroso, uma média de 2 mil pessoas chegam à Europa todos os dias. O relatório mostra que até 15 de janeiro, por exemplo, as crianças e mulheres representavam mais da metade de todos os migrantes e refugiados. Um índice bem maior do que os 27% registrados em junho do ano passado.

Análise

Na análise conjunta realizada pelo Acnur, Unfpa e WRC, as mulheres que viajam sozinhas ou com crianças sofrem mais risco de sofrerem qualquer tipo de violência sexual ou de gênero.

Na lista estão também meninas adolescentes, crianças desacompanhadas e pessoas com deficiência.

O relatório afirma que muitas mulheres e meninas migrantes e refugiadas foram vítimas desses crimes em seus países de origem, durante a viagem ou na Europa.

O chefe do Unfpa, Babatunde Osotimehin, disse que "a saúde e os direitos das vítimas de guerra e perseguições, especialmente de mulheres e adolescentes, não devem ser tratados como uma reflexão tardia na resposta humanitária".

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